
Ontem, quarta-feira (21), Boca do Acre foi uma das cidades mais quentes do Brasil. Aqui, os termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), através da estação de superfície automática, localizada na Universidade do Estado do Amazonas, registraram a temperatura máxima de 37,9 graus centígrados.
O calor foi grande e apavorante. Não foi difícil saber de relatos de pessoas que tiveram queda ou alteração da pressão arterial por conta da sensação térmica, que de acordo com medições de termômetros portáteis, alcançou os 42 graus.
Consultando os dados do Inmet, constatamos que Boca do Acre foi tão quente que chegou a superar o famoso calor da capital do Amazonas, Manaus, que teve o registro de temperatura máxima de 37,4°C.
Nem a capital acreana, Rio Branco, que também é famosa por suas altas temperaturas nesta época do ano, superou a quentura de Boca do Acre. Os dados mostraram que a máxima verificada na principal cidade do Acre, foi 36,8°C.
Surpreendente também foi perceber que Boca do Acre, com praticamente 38 graus, foi mais quente até do que Palmas, no Tocantins, que ao longo dos anos, detém o título de a capital mais quente do Brasil. Na capital tocantinense, os termômetros marcaram a máxima de 36,4°C.
A única capital da região Norte que teve temperatura mais alta em relação a Boca do Acre, foi Porto Velho – RO. Os rondonienses tiveram que suportar os 38,6°C, com sensação térmica que margeou os 45 graus.
Em Boca do Acre, para piorar ainda mais, o povo continua abusando do direito de queimar e insistindo com todo empenho, em destruir a floresta amazônica com queimadas gigantescas e assustadoras.


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