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sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Platô do Piquiá teve noite sufocante com fumaça de queimadas

ICMBio, Ibama, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Força Nacional, Prefeito, Vereadores, toda essa gama de autoridades e instituições presentes em Boca do Acre não estão sendo capazes de inibir a atitude criminosa de colonos, fazendeiros, posseiros, e quem quer que seja que está ateando fogo na floresta no entorno da cidade, asfixiando a população.

Prova disso foi o que aconteceu na noite de ontem, quarta-feira (7), quando o Platô do Piquiá foi tomado de uma névoa densa e bastante prejudicial. Quem estava nas ruas, sentiu uma sensação de asfixia, por conta da qualidade do ar está muito abaixo do aceitável.

O motivo da noite sufocante foram mais uma vez as muitas queimadas causadas, desta vez, mais pelos colonos, do que pelos grandes latifundiários. Pelo menos é o que afirma o gerente de uma das maiores fazendas de Boca do Acre, que revelou ao Jornal Opinião, que já fez mais de uma dezena de boletins de ocorrência, todos eles motivados pelo fogo, que começa em desmatamentos aos arredores de fazendas e termina dentro do pasto.

Ainda de acordo com o gerente da propriedade rural, neste período de seca, a fazenda já perdeu quais de três pastos grandes, o que tem gerado prejuízos enormes.

“A gente sempre conversa com os colonos e pede para que eles nos avisem quando vão colocar fogo da derrubada, assim a gente se protege, fazendo os aceiros, mas sempre somos pegos de surpresa e o trabalho é grande para controlar o fogo”, disse o gerente.

Para piorar, somente o Corpo de Bombeiros do Amazonas, junto com brigadistas, estão tentando, de forma bastante limitada, conter as chamas incontroláveis, que antes eram nas fazendas distantes da sede do município, mas agora estão nos arredores da cidade, provocando risco à saúde e à vida.

A classe política de Boca do Acre precisa se movimentar para trabalhar em leis ambientais de cunho municipal mais severas, no sentido de inibir a ação criminosa e sem controle de cidadãos que estão queimando por esporte, por prazer de ver a vegetação seca pegar fogo.