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domingo, 5 de julho de 2026
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Aprovados em concurso da Prefeitura de Rio
Branco pedem prorrogação de prazo e contração

Com o prazo do concurso da educação de 2019 prestes a vencer, os professores do cadastro de reserva se mobilizam para pedir a prorrogação do prazo e pedem a convocação e alegam que a prefeitura tem dado dobras ao invés de contratar e que há a necessidades dos profissionais nas escolas.

A professora Silvia Mendes, que está no cadastro de reserva, disse que o prazo vence em junho deste ano e aguarda pela possível convocação. “Porque ainda não prorrogaram se a lei permite? Já foi feita uma consulta jurídica que permite prorrogar por dois anos, mas não existe porque fatores políticos não há interesse na convocação e sim fazer um novo concurso. Agora, porque um gasto público? Se tem cadastro de reserva, tem como prorrogar?”, questiona a professora.

No ano passado, os aprovados chegaram a fazer vários protestos pedindo pela convocação e se reuniram em frente ao prédio da prefeitura. E afirmam que há vagas, já que são ofertadas dobras aos servidores das escolas.

“Se existe dentro da Seme [Secretaria Municipal de Educação] uma carência de novas contratações, só na minha escola tem dois professores com dobra, estão dando dobra e não convocaram mais. Vai sair uma lista com pouquinha gente, e depois não vão convocar mais”, pontuou.

Em relação ao pedido de prorrogação do concurso, o diretor de gestão da Secretaria Municipal de Educação (Seme), João de Souza Lima, disse que ainda não tem uma posição precisa e que este deve ser um entendimento da secretária Nabiha Bestene e do prefeito Tião Bocalom, e que deve ter uma conversa e então ter um posicionamento.

Já em relação às dobras, ele afirma que ocorrem quando há a necessidade real de contratação, eles fazem o chamamento, mas que muitas vezes, as vagas são apenas temporárias e por isso são ofertadas as dobras.

“Os contratos oferecidos para preenchimento de vagas reais, a gente chama do banco. As vagas reais são, por exemplo, de professores que morreram, aposentaram ou pediram demissão por algum motivo. Existem vagas que não são reais, ou seja, funcionários que pedem licença prêmio, licença maternidade ou estão afetados por laudo médico e até mesmo exercer outras funções, então não são vagas reais”, explicou.

Ao explicar, ele disse que se tratam de vagas provisórias e que são substituídas por aulas complementares se forem professores, ou hora extra se for servidor de apoio.

“Então, a gente faz o levantamento no nosso RH e se a vaga for real, a gente faz o chamamento do banco, como fizemos agora de 99 pessoas. E quando não é real, a gente oferece estas situações [que são as dobras] e nesse momento não temos vagas reais”, acrescentou.

Concurso

O concurso da educação ocorreu em 2019 e em janeiro de 2020 foram nomeados 676 aprovados e em novembro mais 27. O edital previa a contratação de 553 candidatos, mas o órgão nomeou 131 pessoas a mais.

A professora Greicy Szuta, que está no cadastro de reserva afirma que a rede está precisando de professores. Ela acredita que há pelo menos 500 pessoas no cadastro de reserva.

“Invés de chamar os professores, é dada dobra e não chamam os que estão no cadastro de reserva e não dão uma posição se vai ser paralisado os prazos do concurso e o que acontece é que a gente não tem uma resposta se vai acontecer”, pontuou. (Por Alcinete Gadelha)