
Poucos temas são tão fascinantes quanto a possibilidade de vida inteligente fora da Terra. O tema instiga o pensamento da humanidade há milhares de anos, sobretudo, com evidências de que no passado, civilizações coabitavam com seres interplanetários que podem ter exercido influência em comunidades como a do Império Inca, aqui bem próximo do Acre, no Peru, dos astecas, na América Central ou no egípcio com suas pirâmides enigmáticas, na África.
Voltando para os dias de hoje, a verdade é que fenômenos ufológicos nunca cessaram de acontecer em todo o mundo, e no Acre não poderia ser diferente. Agora, um levantamento inédito do OPINIÃO traz uma compilação de casos, com base no depoimento de pessoas, na capital e no interior, uma realidade intrigante, que insere o nosso estado no rol dos locais em que avistamentos de luzes e discos misteriosos, sobretudo, à noite, compõem histórias de arrepiar.

Antes, porém, é preciso saber que o termo ufologia é uma derivação da abreviação UFO, do inglês, e que traduzindo para o português significa ‘Objeto Voador Não-identificado’. Logo, a ufologia é o estudo desses objetos e o ufólogo, o estudioso do fenômeno.
Cerca de dez anos atrás, o Ministério da Aeronáutica abriu publicamente os arquivos do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados, o Soani, órgão da Aeronáutica criado com a finalidade de investigar casos de aparições relatadas no país. Os documentos estão disponíveis até hoje no site do Arquivo Nacional, com sede em Brasília. Nas mais de 2.600 páginas de fotos, relatórios, dossiês e depoimentos, o Acre é citado apenas uma única vez.
No entanto, os relatos são muitos, sendo o mais recente o de um indígena de uma aldeia às margens do rio Envira, município de Feijó (a cerca de 400 quilômetros de Rio Branco). Em um dia da primeira semana de fevereiro de 2016, Iaka Kampa, de 22 anos, teria sofrido uma forte descarga elétrica depois de atirar de espingarda contra um objeto ovoide incandescente que pairava sobre a aldeia, na madrugada. Na ocasião, ele foi socorrido por outro morador indígena. O detalhe é que, antes do incidente, as aparições já eram frequentes no povoado, embora sem esse grau de contato.
A Polícia Federal concedeu farto material para o pesquisador ufológico Rony Vernet, cuja história pode ser lida mais adiante nesta reportagem.

Em Assis Brasil, ‘humanoides’ discutiam no campo ao nascer do sol
Em Assis Brasil (312 quilômetros de Rio Branco), na década de 1960, a professora Joana Ribeiro Ahmed, a ‘Dona Neném’, testemunhou o que se tornou um dos mais incríveis casos de contatos com extraterrestres do Acre.
Joana, já falecida, morava com o esposo e os filhos na zona rural do município, quando presenciou da janela da sua casa uma cena surreal.
“Numa madrugada quando ainda todos dormiam, ela levantou para fazer o café ainda no escuro. Foi até a cozinha, e quando já colocava o bule na chapa do fogareiro de barro, ouviu zumbidos vindo do quintal, como se fosse um grande enxame de abelhas’, conta Fátima Ribeiro, sua sobrinha-neta, com base nos relatos contados pela anciã à toda a família.
Da janela, ela observou pelo menos cinco indivíduos parecidos com crianças, de braços longos, maiores que a pernas, e que pareciam discutir em volta de uma máquina que ela descreveu depois como uma ‘bacia de alumínio’ usada para lavar roupa no igarapé, com o detalhe de que estava toda iluminada nas extremidades. A testemunha contou à época que quando eles perceberam que ela os observava, os indivíduos entraram rapidamente na tal ‘bacia’ e ela subiu pelos céus até desaparecer. No dia seguinte, a família observou que no local da aparição o capim estava chamuscado.
A professora, que muito tempo depois se mudou para o município de Epitaciolândia (a 110 quilômetros de Assis Brasil e a 240 da capital Rio Branco), hoje tem o seu nome emprestado à antiga escola Triunfo, em Epitaciolândia.
Documentos da Funai revelam ataques a indígenas
Três documentos oficiais exclusivos obtidos pelo investigador de ocorrências ufológicas Rony Vernet junto à Fundação Nacional do Índio (Funai) apontam que povos indígenas do Acre foram alvo de ataques desferidos por Ovnis em 2014. As informações são do portal Vigilia.com.br

Trata-se de uma carta-denúncia da aldeia indígena Ashaninka do Rio Amônea, pedindo ajuda à Funai; um documento chamado Informação de Técnica – que resume as ocorrências – feito pela Funai; e uma resposta da Funai à Procuradoria da República do Acre sobre o caso.
Os documentos foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. A descoberta do pesquisador parece indicar claramente um padrão de comportamento que no passado acabou resultando na criação da Operação Prato na região do Pará, em especial na região de Colares, em 1977. Seria a volta do fenômeno chupa-chupa?
O início dos ataques de ovnis entre os Ashaninkas
Tudo começa em 31 de julho de 2014 quando o líder dos Ashaninka do Rio Amônea, Benki Piyãko, envia à Funai um comunicado relatando avistamentos de “objetos estranhos, luzes e bolas de fogo” sobre a aldeia.
A aldeia Ashaninka do Rio Amônea está localizada no município de Marechal Thaumaturgo, no Acre, já na divisa com o Peru e Benki Piyãko, uma liderança indígena reconhecida mundialmente, dá detalhes de como foram os avistamentos e pede ajuda das autoridades justificando que a aldeia corre riscos.
“Trata-se de uma esfera de cerca de 4 metros de diâmetro, que dispara feixes de luz, geralmente na cor azul”, descreve.
Equipamentos dos indígenas não funcionavam
Ele diz que os indígenas até tentaram fotografar e filmar o objeto para enviar à Funai um relatório mais completo, mas quando o objeto estava próximo do solo os equipamentos não funcionavam.
“As imagens fotográficas foram conseguidas apenas quando o objeto estava distante”, continua.
“De todo modo, solicito à Funai que intervenha, junto à Polícia Federal e ao Exército, para tomar uma medida de observação para a identificação do objeto, já que a comunidade encontra-se em estado de insegurança”, pede.
Dois casos chamam a atenção no Acre
Nos documentos obtidos por Rony Vernet junto à Funai outros dois casos chamam a atenção.
Em um deles há o relato de objetos que desceram do céu e ficaram na altura da copa das árvores atingindo os indígenas com feixes de luz. Uma integrante da aldeia, que estava grávida, teria sofrido aborto espontâneo ao ser atingida pelo disparo.
Outros três índios atingidos “encontravam-se enfermos, apresentando dor de cabeça e desequilíbrio sensorial” após o disparo da luz. Um deles em estado de choque, diz o relatório.
Outros incidentes com ovnis na região
Durante as investigações Vernet acabou descobrindo outros incidentes envolvendo ovnis e indígenas da região. Em 2016 veículos de comunicação locais noticiaram o ataque de um óvni contra um membro da aldeia Kampa, do Rio Envira.
O indígena Iaka Kampa teria sido atingido pela descarga de um suposto disco voador depois de ter disparado 18 tiros de espingarda na direção do objeto.
“Era uma máquina pequena, que acendia luzes vermelhas, azuis e verdes que exalava um odor de pneu queimado”, declarou o professor indígena Airton Silva de Oliveira ao site Contilnet. “Ele se deslocava muito rápido, em todas as direções”, declarou Airton.
“Ninguém está conseguindo dormir nas aldeias. Estamos aterrorizados com aquele negócio estranho, que não é um drone”, assegura o professor.
Uma aldeia indígena conectada
De acordo com Rony Vernet os Ashaninka do Rio Amônea são bastante integrados à modernidade e fazem uso de internet e equipamentos de celulares, câmeras fotográficas e filmadoras digitais. Isso se deve à presença do líder Benki Piyãko.
Ele destaca que Benki já viajou o mundo e sempre esteve em contato com personalidades conhecidas como o cantor Milton Nascimento – que compôs uma música com seu nome – e até na ONU.
Essa articulação no mundo indígena e não indígena tornaria os relatos ainda mais confiáveis. “Quando esses relatos vieram à tona, se talvez fosse outra liderança, de outra aldeia, não teria levado toda essa seriedade”, conta Vernet.
Funai e governo mobilizados para saber mais
Além de Benki Ashaninka seu irmão, Francisco Piyãko, assessor especial do governo do Acre, lotado na secretaria de Planejamento do Estado, também alertou as autoridades sobre o ocorrido.

A mobilização fez com que o assessor indígena do governo do Acre, o secretário de Justiça do Estado, o comando do 61º Batalhão de Infantaria e Selva e a superintendência da Polícia Federal entrassem se mobilizassem para obter mais informações sobre os possíveis ovnis.
A carta-denúncia de Benki levou a Funai a protocolar um pedido de investigação que partiu da própria coordenação regional da entidade em Juruá, onde fica a aldeia Ashaninka do Rio Amônea, sobre o avistamento dos Objetos Voadores Não Identificados.
PF investiga situação
A Funai enviou ainda um ofício para a Superintendência da Polícia Federal no Acre resumindo a ocorrência. A oficialização do caso gerou uma grande movimentação em entes governamentais.
A Superintendência da PF foi quem ficou responsável pelas diligências e relatórios. Entretanto, nenhum documento mais detalhado foi liberado, apenas um comunicado informando que teria apurado o caso.
De acordo com os documentos oficiais, dois agentes da Polícia Federal foram enviados à aldeia. Entretanto, as investigações dos ataques dos ovnis aos indígenas no Acre duraram apenas dois dias.
No relatório apresentado o agente diz que “não foi possível ver nada, somente apurar algumas informações”. A Funai diz que não teve acesso ao relatório escrito pela PF nessa missão.






Conflitos entre aldeias
Segundo Rony Vernet, o Exército deu pouca atenção ao caso, justificando os fatos como “conflito entre aldeias”. Uma atitude bem diferente da Força Aérea, na época da Operação Prato. (Leia mais sobre essa operação abaixo)
“Se a Polícia Federal entendeu que aquilo tinha importância certamente é porque tinha informação de que não era apenas um conflito entre tribos”, destacou. “Tanto que foram até lá para averiguar o que estava acontecendo”, completa.
Para ele a movimentação e os documentos atestam a veracidade dos incidentes envolvendo os ataques ovnis aos povos Ashaninka.

Ovnis e bolas de fogo no céu passaram na TV
Vernet finaliza lembrando que em 2011 foi veiculada na TV Juruá a notícia sobre estranhos avistamentos de bolas de fogo no céu da cidade de Guajará, no Amazonas.
Guajará é uma cidade vizinha a Cruzeiro do Sul e está na mesma região dos incidentes envolvendo os Ashaninka.
Para garantir a veracidade da investigação Vernet pediu para a Funai colocar os documentos obtidos no acervo de ovnis do Arquivo Nacional.
Ele acredita que muito mais documentos devem ser liberados em breve jogando luz sobre os incidentes registrados no Acre. (Com informações do site Vigilia.com.br)
O que foi a “Operação Prato” no Brasil
Se a imagem de pilotos de caça brasileiros perseguindo Ovnis não é suficientemente contundente, há ainda nos registros liberados pela Força Aérea alguns sinais de uma movimentação ainda maior, que teria ocorrido entre 1977 e 1978 na Amazônia.

É a chamada Operação Prato. Nos arquivos, há um relatório de 160 páginas produzido pelo I Comar (Comando Aéreo Regional) chamado “Registros de Observações de Ovni”. Ele foi produzido por um grupo de oficiais da Força Aérea liderados pelo capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima, que foi enviado para investigar ocorrências reportadas pela população do município de Colares, localizado na baía de Marajó, no Pará.
Os pescadores da região disseram que estavam sendo importunados por luzes misteriosas que, por vezes, os atacavam, tirando sangue e provocando um estado de paralisia. Apelidaram o fenômeno de “chupa-chupa”, e pressionaram o prefeito da cidade para que pedisse ajuda aos militares. O povo da região estava em estado de pavor, acreditando que as luzes eram obra do diabo ou algo do tipo. O capitão Hollanda e seus oficiais tinham uma dupla missão: acalmar a população e investigar a natureza das luzes reportadas – se é que elas de fato existiam.
Munidos de câmeras fotográficas e filmadoras, eles começaram anotando minuciosamente as descrições de avistamentos feitos pela população. Nos primeiros dias, chegaram a ver luzes ao longe, mas nada que convencesse o líder da operação de que fosse algo anormal. Contudo, após cerca de dois meses, os avistamentos começaram a se tornar mais frequentes. Em entrevista concedida em 1997, pouco antes de sua morte e aposentado da Força Aérea, Hollanda admitiu: acreditava que aquilo era mesmo um fenômeno paranormal e inexplicável.

A equipe da Força Aérea demorou para começar a ver os Ovnis. Isso abre espaço para uma hipótese: talvez os moradores estivessem sob efeito de alguma substância alucinógena, algo que tivesse contaminado a região (e também os militares após algum tempo). Mas, não. Isso só seria possível se a alucinação também contaminasse câmeras fotográficas. Mais de 500 fotos foram tiradas das tais luzes, muitas das quais figuram no relatório da Força Aérea – infelizmente, somente em preto e branco. Hollanda disse ter gravado vídeos, mas eles teriam sido confiscados pela Aeronáutica.
De toda forma, o relatório liberado contém mais de 130 registros de observações, inclusive de pousos dos supostos objetos, realizados entre 2 de setembro de 1977 e 28 de novembro de 1978. Vários desses avistamentos foram testemunhados e fotografados pelos próprios oficiais. Mas os estudiosos de Ovnis demonstram descontentamento com o material, pois acreditam que há muito mais – segundo eles, a Operação Prato teria produzido mais de mil páginas de documentação. A Força Aérea responde dizendo que o Comdabra, atual responsável pelo arquivamento desse material, liberou tudo que tinha sob a rubrica Ovni. É difícil saber quem está com a razão. Mas é fácil concluir que algo muito estranho aconteceu em Colares naquele ano.


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