O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) confirmou a suspensão da greve, que vinha sendo realizada desde o dia 16 de fevereiro, totalizando quase dois meses de paralisação.
De acordo com a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, o tempo de suspensão é indeterminado, já que a votação já foi realizada, e de acordo com ela, não há o que fazer neste caso. “O Estado aprovou aquele projeto à revelia da categoria, acabou com nossa categoria. Suspendemos porque já votaram na Assembleia. Vamos fazer o que?”, disse ela.
A decisão final foi concretizada após a votação realizada pelos deputados estaduais na última terça-feira, 5, referente ao Projeto de Lei (PL) de número 33, que concede um aumento de 5,42% aos servidores do estado.
Os principais pontos que estavam sendo reivindicados pelo Sinteac são a reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (PCCR) e a realização de concurso público estadual, como também a Prestação de conta da Secretaria Estadual de Educação e a adesão do piso nacional para os professores, que é de R$3.800 para 40 horas.
Entretanto, a contraproposta não chegou nem perto do que foi pedido pelo sindicato, já que o oferecido pelo estado foi um reajuste de 33,24%, que equipara o salário com o piso nacional, além de um benefício de R$420, referente a alimentação, para servidores ativos. Além disso, o posicionamento do Sinteac era para que o benefício aprovado através da PL 33 fosse de 10%, e não de 5,42%, como foi aprovado.
O grande prolongamento da greve afetou diretamente o ano letivo, que já teve o seu início prorrogado em mais de uma oportunidade. A nova data de início está marcada para o dia 11, próxima segunda-feira, de acordo com aviso da secretaria estadual de Educação.
“Em virtude da greve dos professores, que impediu a realização dos encontros de capacitação e de outras atividades de planejamento pedagógico consideradas essenciais, o início do ano letivo 2022 foi reprogramado para o próximo dia onze de abril”, diz o comunicado.


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