As áreas Educação, Saúde e Segurança Pública seguem em greve e não apresentam sinais de recuo, ao menos nos próximos dias. As categorias mantêm seus movimentos até que as exigências sejam cumpridas pelo governo do Estado.
Apesar da recente aprovação de uma lei que concede um auxílio alimentação no valor de R$500, assim como um Auxílio Temporário de Saúde, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), os trabalhadores da saúde seguem em greve por tempo indeterminado, já que as promessas feitas à categoria não foram cumpridas.
“Os médicos continuarão em greve até que o governo do estado cumpra com o compromisso firmado em junho de 2021”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Rodrigo Prado, na manhã da última quinta-feira, 24.
De acordo com o sindicalista, os compromissos que foram assumidos pelo governador do estado, Gladson Cameli, e pelo então secretário de articulação, Alysson Bestene, ainda não foram totalmente atendidas, ainda restando a abertura de concurso público, a reposição dos dois últimos índices inflacionários, a reforma do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) e o fechamento da revisão do Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), para que todas as promessas sejam cumpridas.
“Enquanto não existir avanços em todos os pontos firmados pelos gestores, a mobilização seguirá forte na capital e no interior, mantendo apenas os atendimentos essenciais inadiáveis, como urgências, emergências, Covid, UTIs, atendimento a pacientes internados”, detalhou Rodrigo Prado.
Greve da Educação
Na educação, o cenário não é diferente. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, criticou de forma muito incisiva a proposta entregue por Gladson Cameli e Socorro Neri.
“Saímos da reunião do dia 28 de março de 2022, com o sentimento fúnebre, pois não teve quem suportasse ver que não mudaram a postura depois de todas as argumentações nestes últimos 30 dias de luta, dizendo e mostrando que estão destruindo uma carreira que levamos 30 anos para consolidar.”, desabafou Rosana.
Além disso, a presidente do Sinteac diz que Socorro Neri tem uma leitura muito particular da lei do piso do magistério e da estrutura de carreira do PCCR. Ela também recorda, em meio aos lamentos, o aguardo de quatro anos da categoria para que uma proposta fosse recebida, e quando acontece, ela não contempla o que era requerido.
“Nos ferem de forma covarde e ardilosa. Ao invés de avançar na valorização profissional e na educação, estamos em uma luta descomunal para manter nossos direitos adquiridos. Socorro Neri e Gladson Cameli, inimigos da educação.”, encerrou ela.
Segurança Pública
A segurança pública também está reivindicando seus direitos. Os policiais civis realizaram ato na segunda-feira, 28, em frente a direção geral da Polícia Civil, na Avenida Antônio da Rocha Viana, seguindo até a nova sede da direção, localizada na Avenida Getúlio Vargas.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Alexandre Oliveira, afirma que a manifestação é um sinal de alerta para os governantes notarem a insatisfação da categoria.
“Mais uma vez a categoria demonstra a insatisfação com a reposição anunciada pelo governo e também as outras pautas que nós temos que são pautas que não geram despesas”, afirmou ele.


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