Foi tudo muito bonito no lançamento da Copa Verde no final de janeiro em Rio Branco (AC), com a cúpula da CBF e cartolas de federações e clubes participantes do torneio presentes. O convescote teve até fotos com o mascote da competição.
A CBF chegou a dizer na época que a Copa Verde estava consolidada em sua 5ª edição a se realizar. E pensavam até em transformar a competição num torneio internacional.
É que a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, que pertencem aos governos do Brasil e Paraguai, tinha interesse em patrocinar o evento e nada mais adequado do que convidar os hermanos paraguaios à peleja.
Veio então a competição desse ano com a presença de 18 clubes das regiões Norte, Centro-Oeste e do Espírito Santo. No fim, deu Paysandu e Atlético de Itapemirim (ES) na decisão.
É a terceira vez que o Paysandu chega à final. Ganhou uma vez: em 2016. O Luverdense (MT) levou ano passado; o Cuiabá em 2015; e o Brasília conquistou a primeira edição do torneio em 2014.
Na primeira partida da final desse ano o Paysandu bateu por 2 a 0 o time capixaba – o jogo de volta acontece dia 16 de maio. A partida ocorreu no estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES), onde o Flamengo mandou muito de seus jogos em 2016 por conta dos Jogos Olímpicos no Rio.
O público presente dessa primeira partida da final da Copa Verde deu algo em torno de 7 mil pessoas – mais da metade entrou trocando ingresso por garrafas pet ou latas de alumínio, uma promoção que se estendeu a algumas partidas da competição como forma de promovê-la.
O público do primeiro jogo da final do torneio não foi muito distante da média das partidas que mais deram gente assistindo este ano no estádio a competição – notadamente com a presença dos clubes paraenses.
Mas com interesse ainda baixo de torcedores, a Copa Verde da CBF precisa manter a televisão por perto para que patrocinadores não fujam dela.
Mas eis que surge a notícia de que o Esporte Interativo, do grupo norte-americano Turner, não pretende mais renovar o contrato de direito de transmissão da Copa Verde para o ano que vem.
Isso significa uma baixa e tanta no torneio, que ainda não conquistou o torcedor – embora a CBF desse a impressão no início do ano, na capital acreano, de que tudo ia de vento em popa.
Fica agora a CBF com a responsabilidade de resolver a questão, como promotora do torneio e detentora de capacidade para desenvolver estratégias, visando atrair interessados em transmitir e anunciar na competição que criou, para contrapor a alta concentração de recursos do futebol no Sul-Sudeste – ela própria parte responsável por esta distorção.


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