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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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ISE promove primeiro batizado de Capoeira aos socioeducandos do Acre

ISE promove primeiro batizado de Capoeira aos socioeducandos do Acre

O Instituto Socioeducativo do Acre (ISE) realizou na manhã de quinta-feira, 30, no Centro Socioeducativo Acre, bairro Apolônio Sales, o 1º Batizado de Capoeira da instituição. Na ação, que foi desenvolvida em alusão à Semana da Consciência Negra, 28 reeducandos foram batizados. 

O evento, que foi uma parceria do ISE e o grupo Cordão de Ouro, foi desenvolvido por meio de uma oficina de capoeira ofertada pelo PINAISARI, programa do Ministério da Saúde. Ao fim das atividades, o professor de capoeira Edu acreditou no trabalho desenvolvido e resolveu continuar como voluntário.

De acordo com o presidente do ISE, Rafael Almeida, um dos objetivos é incentivar, fortalecer boas ações aos jovens. “Há anos desenvolvemos essa atividade cultural, onde envolvem os adolescentes privados de liberdade, essa ação vem de encontro com todo o processo socioeducativo e pedagógico. Sentimos que a capoeira tem trazido um diferencial na conduta, expressão e no comportamento desses jovens. Temos adolescentes que estão sendo destaque na prática desse esporte”, destaca.

Ainda segundo Almeida, o batizado mostra a evolução do trabalho e toda a equipe tem envolvimento com essa arte, inclusive, o diretor do Centro joga capoeira, o que torna mais fácil para o adolescente ter prazer e seguir como exemplo.

Atualmente, 150 adolescentes, de 13 a 18 anos, estão internados nas unidades. Para realizar a interação entre eles, as adolescentes da Casa Mocinha Magalhães também participaram do batizado.

“Nós procuramos mostrar para esses jovens que existe muita coisa melhor do que praticar condutas erradas e, aqui dentro, mostramos para eles o esporte, a cultura, o lazer, a profissionalização e as oportunidades pra vida. Para que eles voltem para suas comunidades e possam pregar uma cultura de paz, amor e vivencia comunitária”, disse Almeida.

Segundo o diretor do ISE, Ad-ilson Dantas, a participação da família é uma ajuda para o sistema. Ele afirma ainda que tem adolescentes que se destacam não somente no esporte, mas também na música.

“Estamos em um processo de etapas e vamos ao interior para uma competição sobre o canto. Aqui [na capital] tivemos essa atividade e já temos os três primeiros lugares e vamos esperar a etapa final para disputar. Eles também na escolarização, este ano, oito adolescentes concluíram o nível médio dentro da unidade”, disse.

Franciclei Oliveira, 19 anos, diz que se sente feliz em poder fazer parte do evento, pois não tinha oportunidade de participar da capoeira quando estava em liberdade.

“Comecei a participar aqui dentro, gostei, não quero parar, porque ajuda a gente. O mestre ensina a ter educação com as pessoas, que a capoeira é um jogo e não é para usar como briga, sempre ensina que é o coletivo e não individual. Ouvimos dos mestres quem, na infância, eles também não tiveram oportunidades e a capoeira os levou para outro nível e queremos seguir o mesmo caminho. E eu acredito que esse esporte pode mudar a vida de muita gente”, conta o jovem.

Fábio Santos, pai de um reeducando, elogia o trabalho de todos os envolvidos. “Eu acho maravilhoso, pois, aqui, ele está aprendendo muito, sei que ele está sendo bem cuidado. Sempre que tem atividades venho e sou bem recebido. Agora, só espero meu filho voltar pra casa para ficarmos bem”, finaliza.