Um grupo de motofretistas tornou a protestar, na manhã de ontem, 30, e fechou, por cerca de 3 horas, o acesso ao segundo Distrito de Rio Branco. A reivindicação continua a mesma, pelo direito de poder conduzir cargas e passageiros.
A Polícia Militar foi acionada e enviou uma guarnição para o local, agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) também estavam no local para organizar o trânsito.
A queda de braço entre a classe e a prefeitura se arrasta há alguns meses. Segundo informou o superintendente da RBTrans, Gabriel Forneck, não existe possibilidade de a categoria ser atendida em suas reivindicações.
“A legislação federal diz que a figura do motofrete é especifica ao transporte de pequenas cargas, utilizando o baú e não pode transportar passageiro. Já o mototáxi pode transportar o passageiro com a mercadoria que o passageiro carrega, desde que não atrapalhe a condução”, disse.
Além disso, Forneck afirmou que aqueles que compõem a categoria e que queira atuar como motofrete vai trabalhar e os que persistem em trabalhar com passageiros, se flagrados, serão autuados e terão as motocicletas conduzidas ao pátio.
Cleildon Patrício da Silva, presidente do Sindicato que representa a categoria, acusa a prefeitura de perseguição. “Foi dito que não tinha como liberar permissão para transportar passageiro para 35 pais de família que estão cadastrados, mas liberou 60 permissões para mototáxi.”
“Só que a mesma lei municipal diz que a gente não pode transportar passageiro, diz que a outra categoria não pode transportar cargas. A briga é que não existe nenhuma condição favorável para nossa categoria. E então somos multados, mesmo sem pendência nos veículos e levam para o pátio. Isso não é fiscalização, se chama perseguição”, conclui Cleildon.


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