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No último fim de semana, Boca do Acre se despediu de Silvani

Sexta-feira (13), dia que para muitos é considerado um dia tenso, foi marcado pela tristeza da despedida de uma das grandes personalidades de Boca do Acre, Silvani Rodrigues, que faleceu aos 62 anos de idade, acometido de doença renal e neuropatia, enfermidades que o deixaram bastante debilitado, lutando pela vida por nove meses, com sérias dificuldades de locomoção, visão e outros sentidos.

Filho de Antonio Firmino e Dersuita Maria, Silvani era natural do estado de Minas Gerais, mais precisamente da cidade de São José do Divino. Quando veio por estas bandas, na década de 80, aqui fixou morada e casou-se com Maria Antonia Santos de Oliveira, mais conhecida por “Nena”, filha de outra figura emblemática de Boca do Acre: “Seu Grosso”.

O casamento de Silvani e Nena gerou Silvania Oliveira, filha única do casal. Silvani trabalhou a vida inteira de bocacrense como empresário, no ramo de entretenimento, com o inesquecível Bar do Silvani, e depois passou a ser revendedor de gás, e por último, virou dono de uma chácara situada no km 10, da BR-317, um lugar paradisíaco, onde ele sempre reunia os amigos.

Investigador lamenta
Quem lamentou profundamente o falecimento de Silvani foi o investigador de Polícia Civil, Sérgio Macedo, que atuou em Boca do Acre nos anos de 2019 e 2020. Para Macedo, Silvani era um parceiro da PC, sempre disposto a colaborar com o trabalho da instituição.

Macedo lembrou que Silvani disponibilizava água de primeiríssima qualidade para a delegacia de polícia. O investigador fez questão de relembrar o momento em que teve o apoio fundamental do empresário, quando realizaram um projeto de criar um grande reservatório de água na delegacia, o que pôs fim ao trabalho quase diário de transportar água em galões.

“Toda semana ele disponibilizava seu caminhão-pipa para abastecer o nosso reservatório, de graça. Boca do Acre perdeu um grande homem, um sujeito coração puro, amigo, solidário, sempre disposto a fazer o melhor”, ressaltou o policial civil.

Investigador de Polícia Civil (Macedo), em momento de conversa e descontração com Silvani.