
Em Brasília o clima esquentou na manhã desta terça-feira, 10. Deputados, senadores e partidos se manifestaram em prol da democracia, após o desfile militar promovido pelo presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios.
Jair Bolsonaro (ex-PSL) mobilizou um desfile com tanques de guerra e blindados no mesmo dia em que deve ser votada a proposta de emenda constitucional (PEC) do voto impresso. A atitude do presidente foi encarada pelos parlamentares como uma tentativa de intimidação e afronta ao sistema democrático brasileiro.
Além da posição dos membros da CPI do Senado, partidos do centrão e siglas criticaram o ato e a postura do presidente. Nove partidos de oposição se manifestaram contra o que consideram “uma tentativa de constrangimento ao Congresso Nacional e ao povo”. O documento, assinado por PSB, PCdoB, PDT, PT, REDE, PSOL, PSTU, Solidariedade e Unidade Popular, condena o desfile de blindados e aponta para o cunho político do ato, inclusive com a participação de Jair Bolsonaro.
“É inaceitável, ainda, que as Forças Armadas permitam que sua imagem seja exposta desta maneira, usada para sugerir o uso de força em apoio à proposta antidemocrática e de caráter golpista, defendida pelo presidente da República”, afirmam em nota.
Em outra nota, o PSDB anunciou nesta terça-feira que “fechou questão” para que seus deputados votassem contra a PEC do voto impresso. “Discutir a mudança no sistema de votação partindo da falsa premissa de eleições fraudadas é um desserviço à democracia brasileira. Diante disso, o PSDB fechou questão, em reunião da Executiva Nacional, contra a proposta em discussão na Câmara dos Deputados”.

O deputado do PT do Acre, Leo de Brito, acredita na derrota da PEC na Câmara Federal. “Nós vamos dar a resposta no plenário, não vamos nos omitir diante desse projeto autoritário, projeto de ditador, que é o presidente Jair Bolsonaro”, salientou.


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