As provas do Exame Nacional do Ensino Médio 2017 (Enem) para pessoas privadas de liberdade serão aplicadas nos dias 12 e 13 de dezembro, nas unidades prisionais de Rio Branco e do interior do estado (Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Senador Guiomard).
O número de inscritos deste ano apresentou uma queda significativa em relação aos números do ano passado. Em 2016 foram 400 inscritos no certame.
Segundo informou a coordenadora de educação do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Helena Guedes, a redução seria consequência das mudanças ocorrida no exame.
“A partir deste ano, o Enem PPL, assim como o Enem regular, também deixa de servir para a obtenção do certificado de conclusão do ensino médio. Isso quer dizer que os candidatos só poderão usar o resultado das provas para autoavaliação, ou para tentar uma vaga no ensino superior”, disse.
A coordenadora de educação do Iapen é responsável por acompanhar todas as etapas de participação dos candidatos privados de liberdade no Enem, desde a inscrição, a acessar os resultados de cada participante e, quando possível, pleitear a participação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e os demais programas de acesso à educação superior.
No Acre, alguns reeducandos já ingressaram ao ensino superior, seis em todo estado. Destes dois são da capital nos cursos de direito e engenharia elétrica, na Universidade Federal do Acre (Ufac). Os demais em Cruzeiro do Sul cursam, pela Universidade da Floresta, Ciências Biológicas, Língua Portuguesa, Engenharia Agronômica e Engenharia Florestal.
As provas para PPL, assim como o Enem nacional, são elaboradas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).


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