A Davati Medical Supply, empresa envolvida nas acusações de propina na oferta de vacinas para o Ministério da Saúde, afirmou em nota que jamais enviou proposta ao governo brasileiro no valor de US$ 11.
Em entrevista, o presidente da Davati, Herman Cardenas, nega a informação dada durante depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula, que disse na CPI da Pandemia que a única oferta enviada ao governo brasileiro foi neste valor.
Segundo a empresa, a única oferta feita foi de US$ 10. A empresa ainda ainda emitiu uma nota nesta terça-feira (3), reafirmando esta posição.
Em seu depoimento na CPI da pandemia nesta terça-feira (3), Amilton afirmou que nunca teve conhecimento de uma oferta de US$ 10 por doses de vacinas contra a Covid-19 para o Ministério da Saúde, valor defendido pela Davati como o único oferecido para o governo brasileiro.
No dia 24 de março, o Amilton de Paula envia um e-mail oferecendo doses da vacina da Aztrazeneca pelo valor citado na CPI. Cardenas afirma que não só este valor nunca foi negociado, como também não faz sentido, já que naquele momento o valor das doses desta vacina estava em US$ 17,50.

O caso é investigado pela CPI após a denúncia de um pedido de propina de US$ 1,00 por dose de vacinas. Pedido esse que teria envolvido o então chefe do departamento de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.


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