
Na cidade de Boca do Acre, no estado do Amazonas, município que faz divisa com o Acre, todos os que trafegam pela Estrada do Piquiá, uma importante rodovia que liga a Cidade Baixa ao Platô do Piquiá, que hoje pode ser chamada de “Estrada da Morte”, continua com sinais claros e evidentes de abandono e desleixo por parte do Poder Público.
A escuridão e a buraqueira estão ao longo dos 6 mil metros da via que é o início da BR-317, a Estrada do Pacífico, que inicia em Boca do Acre, e no território brasileiro, termina em Assis Brasil, em solo acreano.
O Jornal Opinião percorreu os seis quilômetros da rodovia, que tem tráfego intenso, durante o dia e à noite, e registrou o perigo iminente. A Estrada do Piquiá, que um dia foi iluminada de uma ponta à outra, no ano de 2012, não recebe manutenção adequada desde então. A infraestrutura foi refeita há 17 anos, e de lá para cá, toda vez que surge um buraco, a solução é a mais arcaica possível: tapar buracos com barro.
A vice-prefeita de Boca do Acre, Luciana Melo, postou em suas redes sociais, que esteve com o presidente da Amazonas Energia, quando solicitou que a concessionária providenciasse a estrutura para que a rodovia voltasse a ter iluminação pública.

A reconstrução do pavimento da Estrada do Piquiá também foi prometida pela Prefeitura, que também fez uma publicação no Facebook, garantindo que a empresa CMM, que está trabalhando na recuperação de 35 quilômetros da BR-317, no sentido Boca do Acre/Rio Branco, seria a empresa contratada para a execução do serviço, no entanto, desde que o fato foi noticiado, a empreiteira somente fez um levantamento dos buracos, e nada mais.


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