O governo do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros, Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), entre outros órgãos, lançou nesta terça-feira, 1, o Plano Estadual de Combate e Prevenção às Queimadas.

De acordo com os dados do Projeto Acre Queimadas, do Laboratório de Geoprocessamento Aplicado ao Meio Ambiente (LabGama), ligado à Universidade Federal do Acre (Ufac), o estado finalizou a temporada de fogo de 2020 com mais de 265 mil hectares de áreas queimadas entre janeiro e a primeira semana de novembro, o que corresponde a 39,13% a mais que o registrado no mesmo período de 2019 (190 mil ha).
Além disso, no ano passado, o Acre superou em 15,3% o recorde de queimadas dos últimos dez anos, em 2010, que teve cerca de 230 mil hectares incendiados.
Diante do cenário que se agrava devido a pandemia da Covid-19 – doença que ataca o sistema respiratório dos pacientes –, os órgãos de defesa e segurança do Estado visam prevenir e combater incêndios ilegais e urbanos.
“Estamos envolvendo todas as nossas regionais do interior, buscando envolver outros órgãos das esferas Federal, Estadual e Municipal, tendo em vista que esse problema [queimadas] é muito complexo e requer o esforço de todos. A Secretaria de Estado de Saúde também entra nesse plano, tendo em vista que o grande problema das queimadas são as fumaças que causam doenças respiratórias”, destacou o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Batista.
A prática de queimadas enquadra-se na Lei de Crimes Ambientais contra a Natureza, n° 9.605, de 12/02/1998 tipificada como crime ambiental com possibilidade de reclusão de 1(um) a 4(quatro) anos, além de multa.


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