A pandemia do novo coronavírus no Acre só não tomou proporções ainda piores devido a agilidade nas ações do governo do Estado. É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea), órgão da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado na segunda-feira, 26.
A pesquisa, de autoria de Rodrigo Fracalossi de Moraes, aponta que o governador Gladson Cameli impediu a propagação da doença no Estado.
O resultado aponta que, em 2020, os estados alcançaram melhores resultados por agirem de forma preventiva, ou seja, antes da explosão de casos e internações. Já na segunda onda, resolveram esperar e agir apenas reativamente, após a epidemia ficar sem controle.
“Tivemos alguns estados que agiram rápido, como Ceará, Espírito Santo e Acre. Se você comparar os resultados com os que agiram tardiamente, ou não agiram corretamente, vai notar uma diferença. Em Mato Grosso, que teve uma das piores gestões, praticamente não houve medidas rígidas e o estado tem uma curva de alta inclinada de casos e mortes”, disse Rodrigo Fracalossi.
No estudo, ele relata ainda que as medidas de distanciamento social “passaram a ser enrijecidas de maneira mais sólida a partir do final de fevereiro de 2021, cerca de três meses após o número de novos óbitos voltar a crescer de forma consistente no país”, ou seja, de forma tardia.
Entre as medidas mais comuns, estão o fechamento de serviços não essenciais, como bares e restaurantes, a suspensão de aulas e a restrição de horários para funcionamento das atividades liberadas.
Sem medidas tomadas a tempo, a média de mortes diárias pela covid-19 triplicou entre a primeira e a segunda onda, com média móvel saltando de picos em torno de 1.000 para 3.000.
Para ele, não existe qualquer dúvida na ciência sobre como o distanciamento social é eficiente na contenção da epidemia e debater isso é contraprodutivo. “Se for pegar a literatura na área de epidemiologia, não tem mais dúvida”, diz.


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