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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Pais e alunos se unem contra a violência

Pais e alunos se unem contra a violência

Um pedido de socorro. Este foi o objetivo de um grupo de professores, pais e alunos da rede pública de ensino fizeram na manhã desta quinta-feira feira, 5, durante caminhada pelo centro de Rio Branco, por mais segurança nas escolas.

O protesto foi organizado pelo Colegiado de Diretores de Escolas Públicas Municipais (CODEP) e Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac). Representantes de pelo menos 30 escolas municipais e estaduais participaram do protesto. O grupo se reuniu em frente do Palácio Rio Branco e seguiu em caminhada até à Casa Rosada.

A professora Aline Aguiar que atua na coordenação pedagógica de uma creche, diz que as agressões verbais são constantes no ambiente escolar e os trabalhadores ficam amedrontados com medo de possíveis agressões físicas.

“Nós estamos aqui para defender os nossos direitos contra a violência. Todos os dias, nas nossas escolas, nos deparamos com violência verbal por diversos motivos e sofremos ameaças por parte dos pais”, relata.

Aline ainda lembra o episódio de agressão à coordenadora pedagógica da Escola Lourival Sombra. “E a gente aproveita a oportunidade para estar neste manifesto. Hoje foi com ela e amanhã pode ser com um de nós. É muito triste essa situação.”

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, cobra o policiamento nas escolas e proteção tanto para os trabalhadores como para os estudantes.

“Queremos o policiamento porque a violência adentrou a escola e nós não podemos ficar de braços cruzados com essa situação. Precisamos de segurança para os nossos trabalhadores”, afirmou Nascimento.

Além disso, Rosana diz que este ato faz parte de uma série de ações desencadeadas para chamar a atenção das autoridades no que diz respeito tanto à segurança, como à saúde dos trabalhadores da educação no estado.

“O episódio de a mãe bater na coordenadora foi o estopim para fazermos este ato. Os profissionais estão inseguros dentro das escolas, porque a qualquer hora pode alguém entrar e violentar fisicamente, moralmente estes trabalhadores”, concluiu.