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domingo, 16 de agosto de 2026
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Projeto de ampliação de doenças detectadas pelo Teste do Pezinho é aprovada na Câmara dos Deputados

Foi aprovado no final do mês passado, na Câmara Federal, Projeto de Lei (PL n. 5043/20) que amplia o número de doenças rastreadas pelo teste do pezinho. De acordo com o texto apresentado, de autoria do deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), o exame oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), detecta somente o hipotiroidismo congênito, doenças falciformes e outras hemoglobinopatias, hiperplasia adrenal, deficiência de biotinidase, fibrose cística, congênita e fenilcetonúria.

A presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Rio Branco, Cecília Lima, parabenizou a elaboração do projeto.

“Essa iniciativa é muito boa, uma conquista significativa, pois vai beneficiar inúmeras crianças. Esse é um projeto que foi iniciado pelas Apaes do Brasil, e no Acre, na época do então governador Edmundo Pinto, foi a Apae Rio Branco que implementou; procedimento feito de forma gratuita ao público alvo que não tinha condições. Infelizmente o tempo passou e foi retirado da entidade essa atuação.  Hoje é realizado em clinicas particulares, recurso que era feito com um custo muito menor pela entidade”, salientou a gestora.

O exame também prevê que o alvo de doenças a serem rastreadas seja revisado periodicamente com base em evidências científicas, permitindo que o poder público amplie a lista. O Projeto foi encaminhado para o Senado Federal. Se aprovado, o teste passará a englobar 14 grupos de doenças, de forma escalonada, detectando mais de 70 doenças em recém-nascidos.

Sobre o Teste do Pezinho

O Teste do Pezinho é um exame rápido em que gotinhas de sangue do calcanhar do bebê são coletadas e tem a finalidade de diagnosticar e impedir o desenvolvimento de doenças genéticas ou metabólicas que podem levar à deficiência intelectual ou causar prejuízos à qualidade de vida. Com este exame, é possível diagnosticar até 50 doenças. Muitas delas não apresentam sintomas ao nascimento e podem aparecer mesmo sem casos na família. Para que a prevenção seja possível, a coleta deve ser efetuada entre o 3º e 5º dia de vida do bebê.