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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Fiocruz pede que Acre adote a medida por 14 dias seguidos para conter a pandemia no Estado

DA REDAÇÃO

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomendou na quarta-feira, 24, que o Acre, além de outros 23 estados e o Distrito Federal, adotem medidas mais rígidas para conter a pandemia do novo coronavírus.

Na oportunidade foi sugerido ao governo do Estado que restrinja as atividades não-essenciais por cerca de 14 dias, com o objetivo de reduzir em 40% a transmissão do vírus.

O estado acreano é considerado pela Fiocruz uma das unidades em zona de alerta crítico. Ficaram fora das recomendações apenas o Amazonas e Roraima. “Este colapso não foi produzido em março de 2021, mas ao longo de vários meses, refletindo os modos de organização para o enfrentamento da pandemia no país, nos Estados e nos municípios”, disse um dos pesquisadores à reportagem do R7.

A fundação alerta também para as elevadas taxas de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – o que já é uma realidade há algumas semanas no Estado.

Especialistas acreditam que o cenário indica que pode estar havendo uma situação de desassistência e falhas na qualidade do cuidado prestado para pacientes com quadros graves de covid-19.

Na terça-feira, de acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), vinte pessoas aguardam uma vaga na UTI, nos hospitais de referência.

Sindicatos também pedem lockdown

Com cruzes e cartazes espalhados em frente ao Palácio de Rio Branco, no Centro da cidade, representantes de centrais sindicais no Acre realizaram manifestação pedindo ao governo realize um lockdown mais efetivo no Estado.

“Queremos um lockdown nacional, mas também queremos o auxílio emergencial para os autônomos e vacinação em massa. Essa será a única forma de conter a pandemia, salvar a vida das pessoas”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Acre, Edmar Batistela.

Na oportunidade foi pedido ainda uma vacinação em massa no Acre, bem como auxílio emergencial até o fim da pandemia para autônomos e desempregados.