REPÓRTER OPINIÃO
Usando uma linguagem simples e direta, porém impactante, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) resolveu se utilizar de um recurso audiovisual com profissionais de saúde explicando o drama do colapso nos leitos de UTI para Covid-19 e as suas consequências.
Em um teaser – vídeo curto e direto – a médica Wanda Andrade, que atua no Serviço de Urgência e Emergência, o Samu, afirma estar muito difícil o cenário de muitas pessoas precisando de um leito de terapia intensiva sem serem atendidas.
“É, tá muito difícil para nós, profissionais de Saúde. E é angustiante. Eu trabalho no Samu. A gente atende paciente em casa e, muitas vezes, a gente se depara com essa informação que a gente não tem para onde levar [o paciente]”, afirma a profissional em imagens no interior de uma ambulância.
A campanha de conscientização tem como mote: ‘Cuide-se: Tá pior que antes’, seguido de uma chamada na qual se lê: “Você não vê, mas é real”, a situação de colapso no sistema público de saúde.
As cenas reais de transferências de pacientes de Rio Branco para Manaus recheiam o material de conscientização.
Além do teaser, vários cards foram disparados pelo MPAC nas redes sociais e nos grupos de comunicação via celular. A ideia é mostrar para a população a dor e a angústia de pacientes e familiares e a necessidade de respeitar o isolamento social para que o número de casos sejam reduzidos e os leitos de UTIs no Acre sejam desafogados.
“A ideia é fazer um alerta sobre a gravidade da pandemia da Covid-19 em nosso estado. Nós vamos te mostrar a real situação pra que você entenda: tá pior que antes”, diz texto da campanha.
“Da realidade das UTIs, dos cemitérios ao sofrimento de quem teve a família inteira atingida pelo coronavírus, vamos mostrar o que você talvez tenha ouvido falar, mas ainda não viu”, diz o MP.
“Talvez, você não saiba como tem sido a luta dos profissionais de saúde em hospitais lotados. Não saiba que o 192, do Samu, não para nem um minuto sequer e que quase todos os chamados são de pacientes de Covid”.
“Talvez, você não saiba que para transferir pacientes para outros lugares, pois aqui não há mais vagas, é necessária uma verdadeira operação de guerra, como aconteceu nesta sexta-feira, 19”, ressalta o texto disparado pelo Ministério Público.





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