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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Dermatologista fala sobre os cuidados com a pele nesta época do ano

Dermatologista fala sobre os cuidados com a pele nesta época do ano

Rio Branco tem tido temperaturas elevadas nos últimos dias, além de um ar nada respirável por conta das queimadas frequentes. Mas não é só o pulmão que é ameaçado, a pele também precisa de um cuidado especial, principalmente em dias extremamente quentes.

Segundo a dermatologista Renata Soalheiro, o sol é uma fonte de vida, de luz e de energia, que sem ele não existiria nada na superfície da terra, ou seja, ele tem seu lado positivo também. Inclusive, para o ser humano está na moda a produção da vitamina D, que é necessária para fortalecimento dos ossos.

Entretanto, a especialista alerta que, em alguns horários do dia, principalmente entre as 10 horas e as 15, o sol é mais prejudicial, porque o índice de radiação ultravioleta B (a radiação que mais produz o câncer de pele). Então, nesse horário é contra indicado a exposição solar sem proteção.

“Pessoas de pele mais clara, trabalhadores rurais, vendedores ambulantes ou qualquer profissão que a pessoa tenha necessidade de ficar exposta ao sol é necessário que utilize o protetor solar e acima do fator 30. A reaplicação de filtro solar é muito importante e deve ser feita três vezes ao dia, pois se você utiliza só uma vez ele vai sair conforme a transpiração, quando se lava as mãos e o rosto, ou até mesmo o próprio tecido da roupa utilizada acaba tirando o protetor”, disse Soalheiro.

A ambulante Maria Eunice, 40 anos, passou a usar protetor depois que sua pele começou a danificada. “Fui ao médico, pois percebi umas manchas escuras no meu rosto, ele disse que não tinha cura, mas que eu podia passar um produto para diminuir as marcas e não poderia ficar sem usar protetor, não só no rosto como nas partes onde pego sol diariamente como nos braços, por exemplo”, disse.

Eunice trabalha de segunda a sábado e pega sol o dia inteiro, ela usa protege a pele a cada meia hora, que é quando sente uma espécie de queimação.

A dermatologista orienta aos banhistas para evitar a exposição ao sol sem um chapéu ou uma sombrinha. Segundo ela, hoje em dia existem roupas com filtro solar incorporado no tecido e o cuidado maior não é nem em relação a estética e envelhecimento, que com certeza ocorre, mas principalmente para evitar o câncer de pele.

“A incidência no estado é grande, inclusive em pessoas jovens. A estatística mundial é que a incidência do câncer de pele é maior a partir dos 60 anos. Mas aqui [Acre] como a radiação ultravioleta é muito intensa a camada de ozônio tem uma área mais desprotegida causando assim câncer nos mais jovens”, explica Renata.

Antônio dos Anjos, 24 anos, também trabalha no calçadão dos camelôs, mas ao contrário de dona Maria ele usa uma vestimenta adequada para ficar no sol.

“Já trabalho aqui tem quatro anos, no início vinha com qualquer roupa, mas percebi que estava me fazendo mal, quando chegava em casa sentia dor de cabeça e tontura. Aderi a algo que me protegesse como blusa com manga, óculos escuro e protetor solar, hoje não sinto mais nada do que sentia”, conta o vendedor.

A médica conta que os sintomas começam geralmente com uma lesão desconhecia pela pessoa e que não cicatriza, podendo sangrar, ou ainda que tenha uma casquinha que está sempre voltando, essas são as lesões mais comuns. Além disso, tem outro câncer que se manifesta em forma de pinta, geralmente um sinal escuro que teve mudança das características, um crescimento maior. Sinais de várias cores amarelada, verde, avermelhada, acinzentada são sintomas que chamam a atenção.

Ediclene da Nóbrega tem quatro filhos e nenhum deles já fizeram uso ou usam atualmente protetor solar. “Nunca me disseram que tinha que passar nas crianças, nem eu quando saio não passo nada”, disse a dona de casa.

Para crianças a profissional explica que o correto é começar a aplicar protetor a partir dos seis meses de vida. “Até os nove anos, recomendamos a utilização da representação infantil, porque esses têm maior proteção em relação a segurança na pele, pois grudam e ficam mais tempo, além de ter mais resistência a água e possuem menos produtos químicos em sua composição, e faz com que desenvolvam menos reação alérgica”, finaliza.