Passados 13 dias desde a decretação de situação de emergência pelo prefeito Zeca Cruz, o Governo do Amazonas reconheceu o mesmo decreto, no último dia 5 de março, em cinco municípios, sem citar Boca do Acre.

Três dias depois de assinar o decreto de situação de emergência (assinado dia 20 de fevereiro), o prefeito de Boca do Acre publicou a decretação do Estado de Calamidade (dia 23 de fevereiro), mas esse último ainda não obteve o reconhecimento da esfera competente.
A cheia de 2021, que atualmente está em processo de retrocesso no nível das águas dos rios Acre e Purus, chegou a atingir a cota máxima de 20,61m, deixando marcada na história do município, como a terceira maior enchente registrada oficialmente em Boca do Acre.
A cidade baixa, que também é conhecida por “cidade histórica” ou “cidade velha”, ficou praticamente submersa, afetando mais de 17 mil pessoas, dessas 15 mil somente na zona urbana. O fornecimento de água, que hoje está sendo restabelecido, foi interrompido, porque a enchente alcançou a sala de máquina da empresa.
Com exceção da escola estadual João Gabriel, todos os estabelecimentos de ensino situados na parte baixa da cidade foram atingidos pelas águas. O sistema de saúde municipal também foi afetado, uma vez que as unidades básicas foram inundadas.
O Governo do Amazonas reconheceu a situação de emergência nos municípios de Ipixuna, Guajará, Eirunepé, Itamarati e Envira. Os cinco estão sendo afetados pelas cheias dos rios e já haviam emitido alertas municipais por conta da crise enfrentada nas cidades.
Com o ato, o governador Wilson Lima apenas homologou os decretos das Prefeituras e manteve os períodos de duração da situação de emergência nas cidades, que serão:
Ipixuna: 90 dias
Guajará: 180 dias
Eirunepé: 90 dias
Itamarati: 180 dias
Envira: 60 dias


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