O Viver Ciência chega a sua terceira edição, e se consagra como parte do calendário estudantil da capital e reúne estudantes de toda região. Nádia Lima, 17, e Wesley Rodrigues, por exemplo, vieram de Epitaciolândia e apresenta o Pluviômetro Automático Caseiro.
Cursando o segundo ano do Ensino, Médio, na Escola Belo Porvir, os estudantes desenvolveram um aparelho que registra a quantidade de chuva e avisa a população dobre risco de enchente.
“O nosso projeto é feito em parceria com o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e faz a medida da quantidade de chuva e com isso podemos fazer o controle se há risco de alagação, ou contrário, se não tiver chuva o suficiente, o produtor rural, por exemplo, vai saber como poderá ser o melhor investimento na sua produção”, explica Wesley.
O Cemade já distribui na comunidade daquela região os pluviômetros semiautomáticos. Agora, porém, os estudantes produziram o deles caseiro. Utilizando alumínio, durepox fios e calculadora. Apenas com estes instrumentos eles têm nas mãos uma ferramenta capaz de ajudar os moradores do município.
“Com esse nosso projeto a gente consegue passar para a comunidade que o pluviômetro não tem muito segredo. Futuramente vamos fazer melhorias e, com isso, mostrar a todos que é de fácil acesso”, diz.
Para Nádia estar participando do Viver Ciência é uma experiência impar, além de poder contribuir com a comunidade local. “São vários fatores que ajudam e alertam através da coleta. A experiência é importante, além dos outros que foram apresentados aqui durante estes três dias.”
Este ano, durante os três dias das atividades, foram apresentados 243 projetos de pesquisas, além de mais 69 oficinas e minicursos. As atividades tiveram 59 atrações que se apresentaram no palco cultural.


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