O Estado Acre já registrou de 1º de janeiro a 20 de setembro um total de 4.138 focos de calor. Os municípios que apresentaram os índices maiores de incêndios até agora foram Feijó, Tarauacá e Sena Madureira. Somente no mês de setembro de 01 até quarta-feira, 20, foram registrados 2.131 focos em todo o estado.
Em toda Amazônia Legal, em 2017, no período de janeiro até ontem, quarta-feira (20), foram registrados 130.823 focos de calor. O Pará aparece em primeiro lugar com 39.253, focos de calor, seguido do Mato Grosso com 32.749, e do Tocantins com 17.172. O Acre ocupa o sétimo lugar no ranking com 4.138 focos.
O acumulado de focos de calor no Estado do Acre, por classe fundiária, no período de 01.01 a 20.09.2017, indica maior ocorrência nas áreas de Projetos de Assentamentos, propriedades particulares e áreas discriminadas. Somente de 19 a 20 de setembro áreas de projetos de assentamento registraram 79 focos. Durante o ano de 2017 já foram identificados 966 casos de queimadas nestas áreas. O que representa o número de queimadas por classe fundiária no Estado.
Rio Branco amanhece tomada pela fumaça
O município de Rio Branco amanheceu nesta quinta-feira (21) completamente tomado pela fumaça. Segundo o Corpo de Bombeiros a maior parte da fumaça que chega ao Acre vem dos estados e países vizinhos como Mato Grosso, Rondônia e Bolívia e Peru, além do alto índice de queimadas no estado.
De acordo com o boletim diário do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC) que monitora as condições do ar até o meio dia de quinta-feira, 20, apresenta valores variando de 10 a 120 µg/m³ classificada com uma variação de boa a ruim principalmente na parte leste do estado, onde compreende a capital Rio Branco. Esta classificação é prejudicial para saúde.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o limite é de 25 µg/m3 para partículas de até 2,5 de poluentes. Os dados apresentados pelo IMC demonstram um número muito maior que considerado aceitável pela organização.


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