Na manhã desta sexta-feira (26), a régua linimétrica apontou para a cota de 20,44m. O que isso significa?
Que o rio continua subindo, em ritmo ainda acelerado, mesmo após ter se espalhado pela planície; também significa que estamos diante da quarta maior cheia que se tem registro em Boca do Acre, uma vez que a enchente de 2015, que até então ocupava essa posição, com a cota de 20,38, foi superada.
Se rio seguir a tendência de evoluir o nível das águas de 10 a 15 centímetros por dia, amanhã, sábado (27), a cheia de 2021 terá superado o ano de 2012, quando naquela época, a régua apontou para a cota de 20,54.
Em relação à alagação de 1997 (cota de 21,04m), a segunda maior da história, falta pouco mais de meio metro para 2021 igualar a catástrofe mais marcante da memória recente de Boca do Acre.
A cheia que pouca gente lembra, e é tida como a maior de todas, aconteceu em 1971, quando a medição apontou o recorde até agora não superado de 21,83. Comparando com o dia de hoje, as águas precisam subir quase um metro e meio para alcançar a cheia que ocorreu há 50 anos.


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