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domingo, 5 de julho de 2026
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Cheia já afeta 2,7 mil pessoas em Boca do Acre

O boletim da Defesa Civil de Boca do Acre, publicado na noite de ontem, quinta-feira (18), mostra o resultado do avanço das águas, que já desabrigou 2.733 pessoas, afetando 69% dos bairros da cidade, sem falar na zona rural, que já tem comunidades que estão convivendo com os transtornos da cheia.

Com a marcação da régua linimétrica em 19,27 metros, o bairro mais afetado é o Maria Leopoldina, que é atingido diretamente pelas águas do Lago Novo. No local, 695 pessoas já sentem os efeitos gerados pela alagação de 2021.

Desabrigados
O secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil, Jony Noronha, informou que o abrigo mantido pela Prefeitura de Boca do Acre, passou a funcionar nas dependências da escola municipal Nilce Avilar, no Piquiá, ao lado do GM 3.

O titular da pasta disse ainda que duas famílias, totalizando seis pessoas, estão abrigadas no local, recebendo suporte de alimentação, assistência social, segurança e fundamentalmente a saúde.

Jony falou da grande preocupação que é manter as regras de distanciamento social dentro de um abrigo. Para o secretário, trata-se de uma situação bastante complexa, mas que por enquanto está sendo possível fazer com que as famílias não se comuniquem, já que as salas da escola são utilizadas como moradia temporária.

O aconselhamento, aliado ao monitoramento, é prestar todo o atendimento necessário para as famílias, de forma que não seja necessário que elas mantenham contato físico.

Desalojados
A Defesa Civil informou ainda que outras seis famílias estão em situação de desalojamento. Jony explicou que os desalojados são aqueles que foram forçados a saírem de suas residências, mas foram para a casa de parentes, ou para outra moradia alugada, ou seja, são pessoas que não estão no abrigo, e atualmente são 11 pessoas que vivem nessa condição.

Chuva no fim de semana
Segundo informações do SIPAM, o rio Acre continuará baixando na capital acreana, diferentemente do Purus, que vai ter um fim de semana de intensas chuvas nas cabeceiras, especialmente nos afluentes que alimentam o manancial, um deles é o rio Iaco, que tem castigado o município de Sena Madureira com uma cheia histórica.