O diretor de relações institucionais da empresa OI, João Tavares, esteve no Acre para tratar dos constantes apagões nos serviços prestado em todo o estado. A ação foi fruto de um requerimento feito pela deputada estadual do PRB/AC, Dra Juliana, após receber várias reclamações dos consumidores, principalmente, os da região do Juruá.
Segundo a deputada, os constantes apagões no serviço de telefonia e internet causam prejuízos à população. “A falta de qualidade no serviço tem prejudicado comerciantes e moradores, que vivem isolados pela BR e por más condições oferecidas pela empresa”, disse.
João Tavares informou que as interrupções que ocorreram na rota de 650 km de vibra ótica entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, foram causadas por vandalismo, alguns criminosos, quedas de árvore e incêndios.
“A empresa identificou que grande parte desses rompimentos foi no trecho de Manoel Urbano a Feijó. Já estamos investindo em obras desde agosto para criar um rota alternativa de vibra também. A OI é a única prestadora que possui vibra ótica na região do Juruá e essas medidas darão segurança, garantindo a disponibilidade e qualidade dos serviços”, ressaltou o diretor.
Segundo Tavares, a empresa tem trabalhado para diminuir o tempo de reparo quando acontecem interrupções inesperadas. E o serviço está sendo reestabelecido em 4 horas e esse tempo vem diminuindo nos últimos anos expressivamente. Ainda de acordo com ele, a empresa investiu, no Acre, mais de R$ 16 milhões, em 2016, e no primeiro semestre deste ano mais de R$ 7 milhões já foram investidos.
“Soma-se a isso outros investimentos que realizamos a nível nacional como atendimentos, redes de transmissão, que possibilitam o trafego para o resto do país, as proteções. Ou seja, existem outros investimentos que o estado é beneficiado e não são computados nesse valor”, afirmou o diretor.
A chefe da divisão de fiscalização do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon Acre), Francisca Brito, diz que o órgão não tem dificuldades em conversar com a empresa em relação as reclamações dos clientes pela falta de qualidade no serviço.
“Sempre que os notificamos eles nos acompanham, mas não existe de fato uma melhoria mesmo com essa postura de ouvirem e dialogarem com os órgãos de fiscalização. É uma agenda que o Procon tem com as empresas de telefonia, mas com a OI, especificamente, é importante ter essa conversa, pois temos acompanhado durante todo o ano, principalmente de maio até hoje, que as falhas são constantes”, disse.
Brito ressalta ainda que o consumidor não deve pagar por um serviço que não recebe de maneira satisfatória e a empresa precisa fazer um plano de ação para que o Procon possa realizar um acompanhamento e as devidas cobranças para que o consumidor que paga suas contas em dias tenha um serviço correspondente ao que paga.
“O consumidor que se sentir prejudicado deve, primeiramente, pedir o abatimento proporcional na conta se o serviço no dia não for ofertado de maneira como foi ofertado. Faça a reclamação na empresa, se ela se negar a fazer isso de ofício pode procurar o Procon com o número de protocolo para exigir o abatimento proporcional nas contas.


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