O Acre já recebeu o primeiro paciente com Covid-19 vindo do Amazonas. Sensibilizado com a situação enfrentada pelo estado vizinho, o governador Gladson Cameli autorizou a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) a dar o suporte necessário a fim de preservar vidas. Enviado por meio de transporte aéreo pelo governo do Amazonas, o paciente foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into-AC), em Rio Branco. O paciente é do município de Tabatinga, interior do estado amazonense.
“Me sensibilizo com o povo amazonense que passa por um momento muito difícil por conta da pandemia da Covid-19. O governo do Estado do Acre está solidário ao governador Wilson Lima e a toda equipe governamental do Amazonas. Já sinalizamos, inclusive, a abertura de 10 novos leitos de UTI no Hospital de Campanha de Cruzeiro do Sul, para atender também casos graves de pacientes com coronavírus vindos do Amazonas, sem prejudicar o atendimento da população acreana acometida pela doença”, enfatizou o chefe de Estado, em pronunciamento nas redes sociais.
Para o secretário de Saúde do Estado, Alysson Bestene, o momento é de solidariedade. “Conforme determinação do nosso governador, estamos em contato com o estado do Amazonas para prestar auxílio neste momento em que a solidariedade é fundamental para salvar vidas”, pontua.
O Acre está devidamente abastecido com oxigênio, pois as principais unidades de Saúde do estado que fazem atendimento de pacientes Covid-19 contam com sistemas de geradores de gases autônomos, ou seja, o oxigênio é gerado na própria unidade. As unidades menores são atendidas com oxigênio em cilindros, mas o consumo está dentro do planejado.
Acre fora de risco de desabastecimento de oxigênio
Diferentemente da triste realidade do Amazonas, que sofre em decorrência da falta de oxigênio para o abastecimento dos hospitais, o Acre não possui risco de insuficiência do insumo. Além de estarem devidamente providas, as principais unidades de Saúde do Estado, que fazem atendimento de pacientes acometidos pela Covid-19, contam com sistemas de geradores de gases autônomos, ou seja, o oxigênio é gerado na própria unidade.
“Nossas principais unidades hospitalares possuem usinas de produção de oxigênio, e também dispomos de cilindros que são utilizados para o transporte de pacientes e enviados para as demais unidades. E, graças ao empenho do nosso governador, estamos devidamente abastecidos”, enfatiza o secretário de Saúde, Alysson Bestene.
Além do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC), a Fundação Hospital do Acre (Fundhacre); o Pronto-Socorro de Rio Branco; a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2° Distrito de Rio Branco; a Maternidade Bárbara Heliodora; o Hospital Regional de Brasileia; o Hospital Ary Rodrigues, em Senador Guiomard; o Hospital Regional do Juruá e o Hospital da Mulher e da Criança do Juruá possuem usinas próprias de geração de oxigênio. As unidades menores são atendidas com oxigênio em cilindros, mas o consumo também está dentro do planejado.
“Possuímos duas usinas, uma que atende o Into e outra para o Hospital de Campanha de Rio Branco. Os cilindros são utilizados apenas para backup e transporte de pacientes”, conta a gerente do Into-AC, Lorena Seguel.
De acordo com o responsável pelo gerenciamento do insumo no Departamento Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (Dafi), engenheiro Eduardo Kispergher, “a Sesacre não compra cilindros. Eles são fornecidos em comodato juntamente com o gás. Entretanto, em 2020, foram adquiridos 50 cilindros pequenos para transporte de pacientes, o que promoveu uma melhor distribuição para atender a demanda dentro das unidades”. (Fhaidy Acosta / Secom)


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