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domingo, 5 de julho de 2026
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Boca do Acre perde Hercília Salvini para a Covid-19

AGOSTINHO ALVES

A pandemia do Novo Coronavírus continua sua saga tenebrosa e insiste em tirar a vida de inocentes, lutadores, batalhadores, pessoas que dedicaram sua vida por Boca do Acre, aqui construíram e deram valorosa parcela de contribuição para o município. Foi assim com o seu Grosso, Valdyr e as outras 13 vítimas da Covid-19, incluindo Hercília Salvini dos Santos, que foi vencida pelo vírus mortal.

Hercília faleceu ontem, sexta-feira (27), na capital do Acre, depois de ter sido infectada em Boca do Acre. A mulher estava em Rio Branco desde domingo (22), pois estava fazendo tratamento para corrigir problemas na coluna. No entanto, na quarta-feira (25) a saúde de Hercília foi piorando muito rapidamente, com sinais irrefutáveis de que se tratava de Coronavírus.

O quadro se agravou e Hercília teve de ser entubada, mas todo o esforço não foi o suficiente para manter respirando a esposa do senhor Genésio, que formava com ela talvez o casal de empresário mais antigo de Boca do Acre.

Hercília, que estava com 75 anos de idade, nasceu em Ipeúna, no estado de São Paulo, no dia 31 de julho de 1945. Filha de Pascoal Salvini e Joana Zen Salvini, a mulher que adotou Boca do Acre como terra-pátria, era componente de uma família de nove irmãos.

Vida empresarial e matrimonial
Casada há 41 anos com Antônio Paulo dos Santos, mais conhecido por “Seu Genésio”, ou “Genésio do Avião”, Hercília foi mãe de uma única filha, a fisioterapeuta Mariana Salvini dos Santos. Junto com o esposo, foram muito bem sucedidos na classe empresarial de Boca do Acre, persistindo com o negócio pelo mesmo tempo de casados (41 anos).

Infectada em Boca do Acre
Hercília adoeceu quarta-feira (25) e apenas dois dias depois, sexta (27), ela faleceu na capital do Acre.

Para Mariana, Hercília vai deixar um legado de retidão e exemplo de mulher. “Como filha eu tenho a dizer que minha mãe foi a pessoa mais íntegra e correta que conheci na vida”, afirmou.

Trabalho na saúde
Antes de viajar para terras bocacrenses, Hercília trabalhou por 10 anos como técnica de enfermagem, no hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. “Ela tinha muito orgulho disso”, relembrou Mariana.

Mulher de princípios
“Uma mulher sábia e cheia de princípios, uma verdadeira leide para a sociedade”, ressaltou a filha.

“Uma pessoa muito carismática e gentil com todos. Por isso ela foi, e é tão amada”, destacou

“Minha mãe teve uma presença muito forte e marcante em minha vida, embora eu tenha saído de casa muito jovem, antes de meus dezoito anos. Ela me deixou alguns princípios e valores que sempre procuro seguir: respeitar as pessoas e dar-lhes o devido valor. Não ter nada do que não é legitimamente nosso. E, ser sempre gentil e humilde com todos”, finalizou Mariana Salvini.

Despedida
Nas redes sociais, os bocacrenses lamentaram a morte de Hercília e emanaram votos de pesar pela perda da grande e admirável mulher e empresária.