Uma ação conjunta do Conselho Tutelar, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Polícia Militar e Guarda Municipal percorreu os estabelecimentos de todos os bairros de Boca do Acre em uma espécie de blitz, no intuito de garantir o cumprimento do artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sobre “vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou a adolescente, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica”.
Além das proibições, os donos de bares, boates e afins, também ficavam à par da pena de detenção de 2 anos e 4 meses, além de multa, caso descumpram o dispositivo legal.
Nossa reportagem conversou com um dos membros do Conselho Tutelar, José Silva, que fez um balanço da operação. “Foi bastante produtivo. Entregamos para todos os estabelecimentos visitados, uma portaria a qual eles devem cumprir, para que mais na frente eles não possa ter problema com a justiça”, disse o conselheiro.

Bebida e documento falso
Ainda de acordo com Silva, 10 bares e 02 boates foram visitados pela equipe. A blitz flagrou adolescentes em pleno ato de ingestão de bebida alcoólica e nos casos mais curiosos, menores portavam documentação falsa, para enganar os proprietários, com idade mentirosa. Outros sequer tinham qualquer tipo de documentação.
José Silva informou ainda que quatro adolescentes foram notificados, notificação que também foi encaminhada aos responsáveis.
O membro do Conselho Tutelar de Boca do Acre afirmou que a operação vai ter continuidade, porém, de forma surpresa. “Todos os proprietários de estabelecimentos como bares, boates etc., então cientes de que é crime fornecer e vender bebidas alcoólica à criança e adolescente”, disse José, que completou alertando que “têm alguns que só vão tomar ciência, quando forem punidos”.


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