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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Família no Acre pede ajuda para custear tratamento de mulher com doença rara

Família no Acre pede ajuda para custear tratamento de mulher com doença rara

Os familiares da senhora Francy Brandão, 46 anos, pedem ajudar para conseguir comprar um medicamento caríssimo para oferecer qualidade de vida a paciente. Francy sofre de uma rara doença chamada Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), que causa fraqueza muscular secundária por comprometimento dos neurônios motores.

A patologia se manifestou há dois anos e oito meses, seu primeiro sinal foi a perda do movimento no pé esquerdo. Em seguida, a enfermidade progrediu para os dois membros inferiores e posteriormente para os superiores, causando a atrofia em geral.

A família, hoje, se encontra em Goiânia, onde foi em busca de um diagnóstico mais preciso. Mas quando ainda estavam no Acre levaram a mulher em dois médicos, pelo serviço público e um particular, que foi quem diagnosticou a doença.

“Nos disseram que não tinha remédio. Investigaram, inclusive, outros problemas ósseo, torção entre outros. A princípio, procuramos primeiro um neurologista muito conceituado lá em Cobija, foi quando surgiu o primeiro questionamento sobre a hipótese de ser essa doença. Foi ele quem descobriu que era ELA”, conta a filha Nad Brandão.

Nad relata ainda que o médico que fez a avaliação em Goiânia se impressionou ao saber que o profissional do Acre tinha expedido um laudo e se sequer receitou uma medicação por dizer que não haveria eficácia.

De acordo com os familiares, a medicação tem, realmente, um efeito pequeno relacionado à progressão da doença. Mas se revoltaram por não terem ouvido um parecer do primeiro médico, que sabia da existência da medicação e não recomendou.

Diante disso, a família que pagou caro por consultas e exames em outra cidade, está pedindo ajuda aos amigos para conseguir iniciar com a medicação orientada neste novo parecer, tendo em vista que pelo Sistema Único de Saúde (SUS) requer um tempo por conta da burocracia.

“É uma doença sem causa específica, pode ter causa genética ou não. Não se sabe, está em estudo ainda. A cada 100 mil pessoas uma pode ter essa doença. Minha mãe fala com muita dificuldade, tem atrofia na língua e dificuldade para deglutir. Tinha 43 anos, trabalhava em um salão e com vendas no geral. Hoje, é totalmente dependente de outra nós”, relatou a filha.

Ainda segundo os familiares, o Tratamento Fora do Domicílio (TFD) não cobre doença degenerativa, e para levá-la para outro estado custearam passagens de ônibus. Foram três dias de viagem e foi preciso fazer medicação injetável para aliviar a dor causada pelo desconforto durante trajeto.

A filha diz que o emocional da mãe está abalado, mesmo assim ela busca se reerguer. “Nós incentivamos muito ela nas tarefas diárias. Ao sabermos da doença reagimos bem, procuramos nos informar sobre o que era antes que qualquer médico nos falasse sobre. Depois de sabermos do que realmente se tratava buscamos informações de como lidar e superar. Sabemos que temos que ser fortes para fortalecer ela também”, disse.

Agora eles pedem ajuda para poder comprar a única medicação capaz de ajudar e dar uma melhor qualidade de vida Francy, o riluzol. Um remédio caro, que custa em média R$ 1.500 uma caixa com 30 comprimidos, e ela precisa de 60 comprimidos por mês.

A família sabe que o SUS garante a medicação, porém, por causa da burocracia estão arrecadando doações para comprá-lo o mais rápido possível.

“Minha mãe precisa começar o tratamento com urgência, já deveria estar tomando essa medicação há pelo menos um ano e os médicos do Acre não fizeram nada a respeito, não podemos mais esperar de braços cruzados, estamos aqui para nos despir da vergonha e pedir a ajuda e a solidariedade de todos, que puderem de alguma maneira contribuir, para que possamos comprar essa medicação, isso é muito importante pra ela”, diz Nad.

Os interessados em contribuir pela saúde dessa mãe, mulher e esposa podem destinar suas doações na conta do senhor José Eronilson da Silva Brandão, Banco do Brasil, Agência 8125-6, Conta Corrente 7. 580-9, Poupança Variação 51. Toda ajuda é bem vinda.