Um grupo de motofretistas fechou, na manhã desta quinta-feira, 24, a Rua 24 de Janeiro, e bloqueou o acesso a Câmara de Vereadores. Segundo a categoria eles são penalizados por não poderem efetuar o transporte de passageiros.
André Araújo, vice-presidente do sindicato dos motofretistas, diz que o desejo dos trabalhadores é a revogação de uma lei municipal para que assim como os mototaxistas, eles também possam carregar, além de cargas, pessoas.
“Não é diferente das outras vezes. Fizemos esse protesto reivindicando um direito de trabalhar como todo pai de família tem direito de trabalhar nós também temos”, afirma André.
Com o impasse que se arrasta há alguns meses, a categoria fez o protesto após a Prefeitura de Rio Branco abrir processo licitatório para mais 60 novas permissões de mototáxis para a capital.
“Somos 35 motofretistas. Foram licitadas 60 permissões sendo que o nosso problema não foi resolvido. Então a nossa questão aqui, hoje, é essa para que nosso problema seja resolvido e possamos ir para a rua e fazer nosso trabalho dignamente”, pontua Araújo.
Os manifestantes liberaram a passagem, quando foram recebidos pelo presidente da Câmara. Uma comissão foi formada para pedir a intervenção política. Segundo informou o vice-presidente do sindicato, uma reunião foi marcada para a próxima semana, na qual deve ser discutida, entre os órgãos competentes, as exigências da categoria.
“Entramos em acordo e a câmara vai convocar o sindicato dos mototáxis e a RBtrans para ver se é possível chegar a um acordo para enquadrar a gente no mesmo serviço do mototáxi que pode fazer as duas coisas”, explica.


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