Rio Branco
22°C
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
04:59

Distritão e fundão: parasitas sugam até a morte

Distritão e fundão: parasitas sugam até a morte

A primeira tentativa de construção do Brasil durou 322 anos (1500-1822). Morreu com a queda e o parasitismo do império ibérico, que virou pó (nos séculos XVII e XVIII). A segunda iniciativa frustrada de construção do Brasil (1882-2017) está chegando ao seu fim (o ciclo está acabando).

Algo novo imperiosamente vai surgir (o Brasil 3.0). Com diferentes lideranças, distintas das cacicagens podres e perversas do PT, PMDB, PSDB e seus comparsas, nosso país precisa ser reconstruído.

A reforma política em discussão constitui mais um sinal aberrante da decrepitude do sistema parasitário que nos governa. As degeneradas elites dirigentes querem que o povo pague a reeleição de alguns parasitas do poder (investigados pela Lava Jato) para que eles continuem roubando o povo, sob o amparo do foro privilegiado e da impunidade. Isso é um disparate medonho.

Há três espécies de parasitismo humano (ver Manoel Bomfim): o predador (parasitismo pela devastação das pessoas, da terra, da água, das florestas), o social (enriquecimento com a força de trabalho mal remunerado) e o estatal (suga-se para o bolso particular o dinheiro público – do Estado – que é de todos). Todo parasitismo humano é tirania.

Nossas degeneradas elites dirigentes sempre governaram o Brasil dessa maneira (seja na era colonial, 1500-1822, seja na era neocolonial, 1822-2017). Se uma nova geração de dirigentes éticos não assumir o País, todos sofreremos (ou morreremos) nas mãos dessa tirania parasitária.

A reforma política em andamento combina o distritão (eleição dos mais votados para todos os cargos, incluindo os de deputado e vereador – isso só existe no Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Ilhas Pitcairn) com o fundão (financiamento da campanha eleitoral com dinheiro público – R$ 3,6 bilhões).

O fundo partidário já destina para isso quase R$ 1 bilhão. A chamada propaganda “gratuita” nos leva mais uns R$ 3 bilhões. Total: quase R$ 8 bilhões (que poderiam melhorar em muito os serviços públicos para a população).

Pela apatia revelada, parece que o povo está topando pagar essa monstruosa conta sem contestar. Neste momento de absoluto desencanto com o Brasil, docilidade maior com o poder corrupto é difícil encontrar. Esses corruptos não merecem benevolência nem indulgência. Voto faxina neles, em 2018, renovando-se amplamente o Congresso Nacional.

Luiz Flávio Gomes é jurista e professor. Fundador da rede de ensino LFG, preside o Instituto Avante Brasil. Foi promotor de justiça (1980 a 1983), juiz de direito (1983 a 1998) e advogado (1999 a 2001). 

sexta-feira

30 out 2026

22°

Parcialmente nublado

Rio Branco
Chuva 22 %
Vento 6 km/h
sex 30 de out
33° 22°
sáb 31 de out
32° 23°
dom 1 de nov
32° 24°
seg 2 de nov
33° 24°
ter 3 de nov
33° 24°

Mais lidas

  1. “Jacaré do tráfico”: vídeos mostram uso de répteis por facção criminosa no Rio
  2. CNH sem autoescola deve começar a valer até o fim de 2025, com processo digital e redução de custos
  3. Smart Fit lança campanha ‘Rolê na Smart Fit’ e libera treinos gratuitos para adolescentes durante as férias
  4. Suspeita e silêncio: morte de jovem investigada por fraude ao INSS intriga autoridades em MG
  5. Prefeitura de Boca do Acre define 773 cargos comissionados e funções gratificadas
Palacebet