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domingo, 5 de julho de 2026
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Altas Habilidades em Foco: Entrevista com Gabriela Oliveira

Gabriela Oliveira tem 17 anos de idade e é musicista. Foi identificada com Altas Habilidades em música pelo Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação no ano de 2019, na época, estudante do Ensino Médio na Escola João Calvino. Gabriela, embora jovem, já desenvolveu e participou de diversos trabalhos na área da música, sendo sempre destaque pelo imenso talento apresentado. Além disso, também é acadêmica do curso de Psicologia da UFAC.

Na entrevista concedida ao NAAH/S, Gabriela conta um pouco de sua história, de como se reflete a arte musical em sua vida e o que almeja para o futuro.

Como você começou a se interessar e a se dedicar à música? Você teve incentivo para isso? Bom, eu comecei com a música muito nova. Aos quatro anos, comecei a me interessar pelo violão, e nessa idade eu já sabia tirar um som do atabaque, pois meu pai é mestre de capoeira, então sempre tive essa ligação muito forte com os instrumentos de percussão por conta disso. Também tem o fato da religião que pratico ser totalmente conectada com a música, sou fardada na Barquinha, Centro Espírita e Obras de Caridade Príncipe Espadarte, e lá foi onde me apaixonei pelo violão e de onde surgiu muito incentivo também! Minha família sempre me apoiou comprando revistas, CDs de aula e até cheguei a fazer aulas de violão em algumas escolas do nosso município.

Como você conheceu o NAAH/S? Comente um pouco da sua experiência como aluna. Eu conheci o NAAH/S através da Tais Galdino, coordenadora do núcleo. Ela sempre falava sobre o trabalho que era realizado e tinha muita curiosidade que eu participasse do processo de investigação pedagógica de características de Altas Habilidades. Minha experiência foi muito boa e interessante. Aprendi muito!

Quais projetos relacionados à música você já participou? Está desenvolvendo algum agora? Sim, já participei de alguns projetos. Quando fui aluna da escola de música Katmusic eu participei dos recitais de música que a escola promovia duas vezes ao ano. Além disso, já fiz participações em manifestações de rua, em alguns festivais e, algumas vezes, até em escolas. Hoje, como estudante da UFAC, consegui me inscrever em um projeto de extensão que se chama “POC’s”, um conjunto de artistas e músicos que escrevem e compõem sobre a vida, principalmente acerca da comunidade LGBTQ+.

Para você, o que significa ter Altas Habilidades e o que a música representa na sua vida? Acho que ter Altas Habilidades é aquilo que eu sempre soube que tinha de diferente dos meus próximos, mas que nunca tinha descoberto o que era. Acredito que é algo que não me faz melhor que ninguém, mas me faz diferente. A música na minha vida representa tudo, vivo à base dela! Acho que não tem um dia em que eu não pegue no violão ou em outro instrumento só para fazer qualquer som e passar o tempo.

Quais os seus planos e sonhos para o futuro? Acho que meus sonhos e planos, aos poucos, estão se concretizando, graças a Deus! Planejo concluir o curso que iniciei e fazer a minha especialização em Musicoterapia, montar meu consultório e viver disso!

Que mensagem você deixa para outros jovens talentosos, especialmente aos músicos e musicistas como você? A mensagem é que eles acreditem nas suas capacidades, que não se abalem por comentários ou desistam do que sonham!

Gabriela é um dos muitos talentos encontrados no estado do Acre, para conhecer mais sobre seu trabalho, basta segui-la em suas redes sociais @_gabibiss

Rayssa Castelo – Branco Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação – NAAH/S Acre