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Bolsa abre em alta e dólar mantém queda; mercado brasileiro segue otimismo no exterior

O otimismo com a retomada econômica em outros países impacta positivamente a Bolsa de Valores de São Paulo (B3), que abriu em leve alta nesta segunda-feira, 6. Às 10h08, poucos minutos após a abertura, o Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, apresentava alta de 1,46%, permanecendo no patamar de 98 mil pontos.

O dólar abriu a comercialização em queda, acompanhando o movimento internacional de desvalorização da moeda. Logo após o início das negociações, a cotação chegou à mínima do dia, R$ 5,2636, uma queda de 0,93%. Na última sexta, o valor de fechamento foi de R$ 5,3191. Às 10h04, o dólar era negociado a R$ 5,2841.

O câmbio pode iniciar a semana em queda no mercado local, diante da desvalorização da moeda americana no exterior ante divisas principais e moedas emergentes, em meio ao apetite por ativos de risco após um dia de forte alta na Bolsa de Xangai, que atingiu seu melhor nível desde 2018. Pode animar também a sinalização para grandes privatizações no Brasil em até 90 dias, feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sem detalhar quais empresas estão na lista.

Cenário local

Em entrevista à CNN, ao ser perguntado se os Correios estavam incluídos, Guedes respondeu: “Seguramente, não vou falar quando (será a privatização), mas seguramente”. O ministro afirmou que a tributação de dividendos deve entrar na reforma tributária, que deve ser aprovada ainda em 2020 e há o debate sobre criação de tributos sobre transações digitais, que não é a CPMF, afirmou. Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse à GloboNews que a reforma tributária é prioridade na agenda legislativa do segundo semestre, mas que é “radicalmente contra” a proposta de recriação de imposto nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF).

Mercados internacionais

No exterior, os últimos indicadores chineses mostraram retomada da atividade econômica e aumento dos lucros no setor industrial, assim como os dados de emprego (payroll) em junho nos Estados Unidos vieram melhores que o esperado, gerando esperanças de que as bolsas, sobretudo em Pequim, atravessem um período de tendência de alta. Nesse contexto, ficam em segundo plano o novo recorde de casos de coronavírus em 24 horas no mundo, de mais de 212 mil, e a força que a covid-19 ganhou nos EUA nas últimas semanas em meio ao processo de reabertura econômica.

Na última sexta-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,53%, cotado em R$ 5,3191, resultando em uma queda de 2,59% na semana, ainda que o avanço no ano se mantenha acima de 30%. O dólar futuro para agosto caiu 0,85%, para R$ 5,3215.

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