GUILHERME LIMES
O Brasil, que por sua vez já ocupava uma colocação dita como “fraca”, decaiu para mais três colocações diante ao ranking de competitividade mundial. A atual colocação da educação brasileira está classificada na 63ª posição neste ano de 2020.
Ainda que inserido em uma das últimas posições, o Brasil já chegou a ocupar a 76º em 2008, e durante o governo de Dilma Rousseff (PT), entre os anos de 2011 a 2014, o país já chegou a atingir a 41º colocação no ranking.
A publicação das classificações foi feita pelo International Institute for Management Development, IMD. E mesmo que o país não esteja mais em competitividade, no anuário da World Competitiveness Yearbook of 2020, WCY, os brasileiros atingiram a coloca 53ª dentre 63 nações em competição, ainda o consideraram uma má colocação.
A coleta de dados foi realizada entre a IMD e a Fundação Dom Cabral, FDC. O professor da FDC, Carlos Arruda, é o responsável pela coordenação destas pesquisas e estudo.
“O ponto crítico desta edição é educação, um elemento transformador, que deve ser tratado como prioritário e não secundário”, frisou Arruda.
De acordo com Arruda, a postura liberal do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, mostrou que se por um lado a redução do papel do Estado na economia gerou eficiência, por outro a esfera da educação entrou em estado de vulnerabilidade. Apesar da representatividade dos gastos em educação em relação ao Produto Interno Bruto, de 6%, seja equiparável a países ricos, os atuais gastos públicos totais por estudante, de US$ 2.165 por aqui, estão abaixo da média geral, sendo considerada US$ 6.363.
Sem esquecer que apenas 19,6% da população brasileira tem o ensino superior concluído, numa média entre 25 a 34 anos, enquanto a média mundial é considerada em torno de 42,8%.


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