O artesanato acreano vem ganhando destaque nos últimos anos. Com peças versáteis, feitas de matéria prima local, os artesãos usam desde sementes, a reaproveitamento de madeira, entre muitos outros. O que manda é a criatividade. Mas na hora da venda, o senhor Edinaldo Bezerra, 44 anos, aproveita cada oportunidade para mostrar a produção.
De porta em porta. É assim que ele apresenta o trabalho que produz a partir de sementes, madeira e garrafas de vidro. As peças custam em média R$ 10, e ele conta que chega a vender 40 unidades por dia, mas para isso, é preciso andar muito.
“Percebi que ficar em um local fixo, não tem tanta visibilidade, mesmo que seja no centro da cidade, porque já são tantas coisas ofertadas que as pessoas acabam passando sem perceber”, conta sobre a decisão de sair de um local fixo.
Edinaldo mora no Ramal do Mutum e vem a Rio Branco para vender. A viagem é feita apenas três vezes na semana, os outros dias são dedicados à produção. “Eu venho e sigo entrando nos órgãos, nas empresas e nas casas. Desta forma vendo bem mais porque é difícil entrar em um lugar e não vender nada. Na rua, às vezes, passava o dia inteiro para vender duas peças”, conta.
Além disso, o artesão ainda investe na praticidade, item que vem chamando atenção dos consumidores nos últimos tempos. A ausência de uma loja física não impede que o negócio cresça e os resultados sejam alcançados.
“É bem mais prático do que ir ao centro, ou a feira, dessas da Economia Solidária, aonde a pessoa vai e tem que ter dinheiro para investir em outras coisas, como alimentação, por exemplo. Já assim, não. Como são peças baratas as pessoas podem contar com a praticidade”, diz.
Apesar de vender mais, Edinaldo diz que não existe fórmula mágica para isso, o esforço de se deslocar e saber apresentar o produto requer determinação e muito trabalho. Para ter sucesso ele diz que é preciso suar a camisa e não parar nunca.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>