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sábado, 13 de junho de 2026
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ICMBio sofre mudanças na gestão e militares assumem gerencias regionais

O Instituto de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, cuja principal função é gestão das unidades de conservações federais, como parques nacionais, serras e chapadas, sendo 334 unidades de conservação e mais de 681 reservas privadas, aprovadas e supervisionadas pelo instituto.

Na terça-feira, 12, foi publicado pelo Ministério do Meio Ambiente no Diário Oficial da União portaria que substitui as 11 coordenações do ICMBio por apenas cinco gerencias regionais. As 334 unidades de conservação eram divididas por 11 coordenações, cinco ficavam em cidades da região Amazônica. As subdivisões se tornaram gerencias regionais, sendo uma para cada região do país, Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O decreto assinado por Jair Bolsonaro permitiu que as pessoas que não sejam funcionários públicos, com experiência em ações como monitoramento da biodiversidade, possam comandar essas gerencias. Apenas Fábio Menezes Carvalho que comanda a agência Norte, é servidor de carreira. Os demais são militares, Ronei Alcantra da Fonseca, da gerencia do Nordeste é da reserva do Corpo de Bombeiros, está na ICMBio desde outubro de 2019. Ademar do Nascimento, Centro-Oeste é policial militar de Mato Grosso. Lideraldo da Silva, Sudeste é policial militar aposentado. Na região Sul, o cargo ainda está vago.

O governo também criou núcleos de gestão integrada, que vão concentrar a administração das unidades de conservação. Denis Rivas, presidente da Associação dos Servidores em Meio Ambiente, alerta para o enfraquecimento do instituto, alertando que pode haver uma diminuição do poder de atuação do Instituto, já que os militares não têm uma formação especifica na área ambiental.

Anunciada em fevereiro, a mudança no ICMBio ocorreu a portas fechadas, sem participação de chefes de unidades de conservação, cargos que desaparecerão em algumas unidades. Em 2019 toda diretoria foi trocada por policiais militares, assim como o presidente, seguindo o processo de militarização.