O Ministério Público de São Paulo denunciou Paulo Skaf sob acusação de que ele recebeu ilegalmente cerca de R$ 5 milhões da Odebrecht durante a campanha ao governo de São Paulo de 2014.
Segundo a investigação, a doação foi feita via caixa dois, ou seja, não constou da prestação de contas do candidato, crime previsto no artigo 350 do código eleitoral. Teria sido feita para bancar a contratação do marqueteiro Duda Mendonça, responsável pela campanha de Skaf.

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o marqueteiro, bem como Marcelo Odebrecht, foram denunciados pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e de caixa dois.
De acordo com os promototes Fábio Bechara, Everton Zanella, João Santa Terra, Luiz Ambra e Tiago Cintra Essado, que assinam a acusação, houve diversos pagamentos realizados em hotéis a representantes de “Kibe” e “Tabule”, codinomes utilizados pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht para identificar Skaf como um dos beneficiários dos financiamentos irregulares.
Em depoimento à Polícia Federal, Skaf afirmou que pediu dinheiro ao então presidente da Odebrecht, mas negou ter feito caixa dois na eleição. Disse que pediu apoio sem dizer qual seria o valor e que “não ficou acertada nenhuma contrapartida pela doação”. Afirmou que recebeu R$ 200 mil da Braskem, empresa faz parte do grupo Odebrecht, mas que tudo foi feito oficialmente.
A denúncia tem origem em acordos de delação premiada da operação Lava Jato, firmados por executivos e funcionários da empresa com a Procuradoria Geral da República e homologados pelo STF.


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