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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
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Economia da China desaba 6,8% no primeiro trimestre

A economia da China, afetada pela crise do coronavírus, encolheu 6,8% no primeiro trimestre desde ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Este é o primeiro recuo no PIB (Produto Interno Bruto) chinês pelo menos desde 1992, quando o país começou a ter registros trimestrais.

O declínio foi maior do que os 6,5% previstos pelos analistas em uma pesquisa da Reuters e reverte uma expansão de 6% no quarto trimestre de 2019.

A queda histórica na segunda maior economia do mundo ocorre após os esforços para conter a pandemia. O novo coronavírus surgiu pela primeira vez na China no final do ano passado, causando o fechamento de fábricas, transportes e shoppings centers.

Fechamentos similares em vigor nas principais economias do mundo devastaram o comércio global e sugerem que uma recuperação imediata da China provavelmente está longe.

O anúncio da retração do PIB chinês confirma as projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional), anunciadas nesta semana, de um cenário sombrio para a economia no mundo todo paralisação de diversos setores em meio à pandemia.

Segundo o organismo financeiro, a economia global vai sofrer retração de 3% em 2020, a maior desde a crise de 29, e a recuperação deve aparecer somente no ano que vem, ainda de forma parcial e bastante incerta.

Nas projeções do fim de 2019 —antes do início da pandemia— o FMI esperava que o PIB da China crescesse 5,8% em 2020.

Agora, analistas ouvidos pela Reuters preveem que o país encerre o ano com crescimento de apenas 2,5%. Se confirmado, este seria o pior desempenho da economia chinesa desde 1976, ano final da Revolução Cultural liderada por Mao Tsé-Tung.

SURTO SOB CONTROLE

Em que pese o impacto econômico das medidas de isolamento contra o coronavírus, o regime chinês teve sucesso em controlar o avanço da doença no país, estabilizando o número de contágios.

Segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, a China registra pouco mais de 83 mil casos confirmados da Covid-19, e 3.346 mortes provocadas pela doença —muito abaixo dos números registrados em países europeus, bem como nos Estados Unidos, atual epicentro da pandemia.

Na semana passada, as autoridades chinesas encerraram a quarentena na cidade de Wuhan, berço da pandemia após registrar os primeiros contágios pelo vírus no fim de 2019. A metrópole de 11 milhões de habitantes estava sob medidas rigorosas de isolamento desde 23 de janeiro, de modo que os comércios e indústrias na cidade permaneceram fechados por mais de dois meses.

Ainda assim, algumas restrições persistem. Escolas, por exemplo, não reabriram. Continua sendo obrigatório o uso de um aplicativo de celular no qual o governo controla o histórico de saúde, o endereço de residência e o deslocamento em tempo real de cada cidadão.

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