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domingo, 5 de julho de 2026
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Artistas acreanos se reúnem e mobilizam assinaturas pedindo auxilio do governo


ABIGAIL SUNAMITA


Com o novo coronavírus muitas pessoas encontram-se desemparadas em meio à pandemia. Apesar de todas as ajudas e mobilizações feitas pelo governo uma parte é prejudicada devido aos diversos ramos comerciais se encontrarem fechados. E o público que vem sendo afetado são os artistas de todo estado do Acre.


Com o fechamento dos teatros e espaço culturais, o ritmo e andamento dos projetos acabou sendo prejudicado. Em carta, os artistas se pronunciam como trabalhadores da cultura, das mais variadas vertentes, e solicitam com máxima urgência na implementação de medidas emergenciais de renda mínima e subsídio os diversos segmentos da cultura acreana, tão importante para a identidade do Estado.


São artistas e toda a cadeia produtiva da cultura acreana que se encontram comprometidos e em situações de extrema vulnerabilidade social. Eles colhem assinaturas em Rio Branco e em outras cidade do Estado com a intenção de encaminhar para a Fundação de Cultura a fim de que tomem as medidas necessárias.


Em conversa com o Jornal Opinião, o presidente da Federação de Teatro do Acre (Fetac), Lenine Alencar, – que também é produtor, ator, diretor e está em atuação na área artística e cultural desde ano de 1979-, nos contou um pouco sobre as dificuldades enfrentadas pelos artistas nesse período.


“Temos observado que a cultura está um pouco esquecida nos ultimo anos, e nós temos discutido sempre sobre a questão de investimento nas politicas publicas para a cultura, nos temos muitas metas a cumprir relacionado a isso, e nos notamos que não tem nenhuma iniciativa por parte do governo para amparar essa comunidade, nos somos mais de 1000 trabalhadores envolvendo dança, teatro, música, artes visuais, movimento junino e capoeira e essa quantidade é só em rio branco então imagina as demais cidade do Estado”.


E acrescentou: “Claro que em um momento como esses que nos estamos vivendo o cuidado com a saúde pública é essencial, mas o governo precisa olhar como um todo para a população, porque a maioria desses artistas não possui renda fixa, na constituição federal e estadual deixa bem claro que 0,05% dos recursos oriundos da receita liquida do estado deve ser direcionado na produção cultural, e isso não está acontecendo no nosso estado há anos, e principalmente nesse momento delicado”.


Camila cabeça, que é artista produtores e participa do grupo de carimbó, diz que é “perceptível à situação que os 22 municípios necessitam do amparo do Estado. “Percebemos que não está tendo o olhar necessário. Estado precisa entender que a cadeia da cultura já evoluiu não é mais composta atores, atrizes e produtores os técnicos também estão envolvidos nisso. A gente nota que as demais cidades não são alcançadas, nem Cruzeiras do Sul que é a segunda cidade maior do estado consegue ter o acesso que deveria, a gente mobilizou conseguimos 60 cestas básicas para doar aqui na cidade para algumas pessoas”.


Disse mais: “A nossa ideia é que o Estado faça um edital o mais rápido possível para abraçar o nosso público. E nos esperamos que a Secretaria de Cultura do Estado se reinvente e busque mecanismos para ajudar o nosso público, que é tão importante para a identidade do Acre.


Até o presente momento já foram recolhidas mais de 300 assinaturas.