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domingo, 5 de julho de 2026
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Ministério Público pede informações à Amazonas Energia sobre repasse da iluminação pública

AGOSTINHO ALVES

O Ministério Público solicitou à Amazonas Energia, o valor total repassado pela concessionária para os cofres do município, durante 39 meses do mandato do Prefeito Zeca Cruz.

A promotora Míriam Figueiredo, que já vinha acompanhando de perto a questão da iluminação pública – ou a falta dela – teve motivação maior, ao se deparar com a imagem e a notícia de cidadãos subindo em escadas e, de forma improvisada e arriscada, providenciarem a troca das lâmpadas das luminárias.

Decerto que a titular do MP vai se deparar com uma quantia exorbitante e não vai conseguir compreender o motivo de as vias urbanas estarem às escuras.

Tendo como base uma média de repasse da Amazonas Energia direto para os cofres do município, isso ainda referente ao ano de 2016, se Boca do Acre receber mensalmente 30 mil reais, a prefeitura terá arrecadado em três anos e três meses de mandato, mais de 1 milhão de reais.

Qual seria o custo?
O Jornal Opinião consultou especialistas na área, para tentar fazer uma projeção de quanto o município teria de custo para iluminar toda a zona urbana.

Se na pior das hipóteses, a Prefeitura precisasse trocar todos os kits de todos os postes de iluminação pública da cidade, ela gastaria no máximo R$ 200,00 por poste. Boca do Acre tem aproximadamente 2 mil postes, conforme informações da Amazonas Energia, e isso significa que o município teria a despesa de não mais do que R$ 400.000,00 para deixar a cidade completamente às claras, em todos os pontos.

Estratégia
Informações não confirmadas pela Prefeitura de Boca do Acre, dão conta de que a atual gestão executiva do município teria guardado 3 mil lâmpadas de led para iluminar a cidade ainda em 2019, planos que passaram para 2020, que é época de eleição.

Essas lâmpadas estariam em Boca do Acre desde 2017, mas estão esperando o momento certo (véspera de eleição) para serem usadas.

O famigerado decreto
Mesmo tendo dinheiro em caixa (ou pelo menos deveria ter), o prefeito José Maria assinou um decreto – em agosto de 2018 – que soou no mínimo estranho.

O documento dava ao gestor plenos poderes para que ele pudesse contratar uma empresa em regime de urgência, a fim de promover a iluminação pública. A empresa foi contratada por 50 mil reais, mas as ruas permaneceram sem iluminação.