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domingo, 5 de julho de 2026
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Vacina contra coronavírus testada nos EUA produz anticorpos em roedores

A mais nova candidata a vacina contra o coronavírus teve resultados positivos no primeiro teste em animais. Apelidado de PittCoVacc, o fármaco, aplicado em camundongos, foi capaz de estimular a produção de anticorpos suficientes para a neutralização do Sars-CoV-2 dentro de duas semanas depois da aplicação. O nome da vacina homenageia a Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), onde é realizada a pesquisa.

Apesar do avanço, o estudo ainda requer acompanhamento a longo prazo dos animais em que a vacina foi testada para confirmar a imunização. Os camundongos que receberem a vacina da Mers, por exemplo, mantiveram a imunização por um ano. A situação da vacina contra a Sars-CoV-2 parece repetir o feito.

A base para a vacina já existia graças a estudos anteriores para vacinas contra a Sars e a Mers, segundo os pesquisadores. Daí em diante, o que o grupo fez foi aplicar uma técnica já utilizada para vacinas contra a gripe, que consiste em usar pedaços da proteína do vírus (cultivado em laboratório) para induzir o sistema imunológico a produzir anticorpos.

A administração da vacina será por meio de matrizes de microagulhas dissolvíveis, ou seja, uma peça cujo tamanho não excede a ponta de um dedo e que tem cerca de 400 microagulhas feitas de açúcar e com pedaços da proteína do vírus.