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domingo, 9 de agosto de 2026
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Cheias de rios em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima desabriga famílias no interior


Luan Cesar


As cheias dos rios Moa e Azul, na região do Vale do Juruá, desabrigou dezenas de famílias nos municípios de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, interior do Acre, na terça-feira, 31. De acordo com a Defesa Civil Municipal iniciasse o trabalho de remoção das pessoas que tiveram as residências atingidas pelas águas. Os mananciais invadiram casas em comunidades rurais dos municípios. Conforme as informações do órgão, os locais são distantes e possuem difícil acesso.


Segundo o coordenador da Defesa Civil de Cruzeiro do Sul, José Lima, ainda não há um número exato de famílias desabrigadas. Isso porque as equipes empregadas na ação ainda estavam nos locais afetados até fechamento desta edição. “A gente faz remoção de algumas famílias da comunidade rural Nari do Moa, de Cruzeiro do Sul. Não sei para onde estão sendo levadas, acredito que seja para o Aluguel Social. Só vou ter essas informações quando a equipe chegar”.


A declaração do coordenador foi dada em entrevista ao portal de notícia G1 Acre. Também ao site, Isaac Lima, prefeito de Mâncio Lima, declarou que equipes da Defesa Civil do Município e da Secretaria Municipal de Assistência Social estão nas comunidades realizando o levantamento do número de famílias atingidas. De acordo com ele, a Prefeitura fez uma doação de 200 sacolões e também de produtos de limpeza para auxiliar as famílias que precisaram ser retiradas de casa.


“Soube que o rio apresentou uma vazante, mas só vou ter esses dados concretos de famílias atingidas quando as equipes retornarem de lá, já que são áreas isoladas. As que precisaram ser removidas, foram remanejadas para casas de parentes ou outros locais lá nas comunidades mesmo”, enfatizou o prefeito na fala concedida ao G1 Acre. Na última sexta-feira, 27, Mâncio Lima decretou situação de emergência devido à enchente dos rios Azul e Moa e igarapés locais.


Já em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá está 62 centímetros acima da cota de alerta, que é de 11, 80 metros, e chegou a 12,42 metros na terça-feira, 31. De acordo com os dados da Defesa Civil Municipal, cerca de cinco mil famílias que moram em áreas ribeirinhas foram atingidas pelas águas do manancial. Na área urbana, Lagoa, Boca do Moa e parte do Miritizal são alguns dos bairros mais afetados com a subida constante e forte das águas na segunda maior cidade do Acre.


“Continuamos com os oito bairros atingidos pela cheia em Cruzeiro do Sul. De segunda [30] para cá [terça], o rio teve uma redução pequena no nível, apenas de 18 centímetros, mas em Porto Walter, que vem para cá, teve uma subida de mais de 2,5 metros em 24 horas. Então, a gente acredita que quarta [1º] o rio volte a encher em Cruzeiro do Sul. Além da situação do Rio Moa, que também deságua aqui”, explicou o coordenador da Defesa Civil de Cruzeiro do Sul ao G1.


Em Mâncio Lima a situação também é parecida. Com o decreto de emergência da semana passada, o município tem mais de três mil ribeirinhos e indígenas foram afetados pelas enchentes conforme a Defesa Civil do Município. De acordo com o órgão, essas pessoas totalizam entre 400 e 500 famílias afetadas em toda extensão rural da cidade. Segundo a Prefeitura, toda a população ribeirinha foi afetada pelas enchentes e há moradores que perderam toda a produção de alimentos.


“São moradores da zona rural dos rios Azul e Moa. Esses são os dois rios maiores, mas temos o Igarapé Samaúma, que tem 50 famílias, o Novo Recreio, que temos mais 40 famílias, o São Pedro com mais 40 famílias. Temos as aldeias com mais de 100 famílias, o Rio Azul com 147 famílias. São vários”, explicou o coordenador da Defesa Civil da cidade, Jean Almeida, também em entrevista concedida ao portal de notícia G1 Acre. Mais famílias podem ser retirada nesta semana.