GUILHERME LIMES
Em novo boletim divulgado na manhã de sexta-feira, 20, a Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou que mais pessoas foram contaminadas pelo COVID-19, também conhecido como coronavírus. Até o momento todos os registros de infectados são da capital rio branquense, totalizando sete casos.
Outra arquiteta, de 28 anos, foi contaminada em São Paulo. O presidente de uma cooperativa extrativista, de 81, que chegou recentemente de uma viagem à Itália, além de um advogado, de 29 anos, que teve infecção importada pela advogada que havia contraído o vírus.
Segundo as análises realizadas pelo laboratório epidemiológico Charles Mérieux, responsável pelos exames, já foram realizados 140 exames, sendo que 120 deram negativos, sete confirmados e outros 13 ainda sem resultados. Os exames realizados em pacientes do interior todos deram negativo.
Os casos positivos seguem aguardando o resultado da contraprova, que está sendo realizada no Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA).
Todos os casos notificados também estão sendo acompanhados pela equipe da Vigilância Epidemiológica no âmbito estadual e municipal.
Infectados na Região Norte
O Acre é o estado da região norte com o maior número de infectados. O Amazonas, até a tarde de ontem, 20, havia registrado um total de sete casos. Outros 13 casos suspeitos aguardam resultado dos exames e 52 descartados.
O Amapá (AP), ainda na sexta-feira, 20, registrou primeiro caso de Covid-19. Segundo informações do portal G1, se trata de uma mulher de 36 anos que está em isolamento familiar, com estado de saúde estável. A paciente reside em Macapá, com histórico de viagem para Belém, onde teve contato com uma pessoa que esteve em São Paulo”, informou o governo em comunicado.
O Pará (PA) registrou ontem, 20, o segundo caso de coronavírus confirmado e tem outros 43 suspeitos. De acordo com a Secretária de Saúde do Pará (Sespa), a paciente é mulher, 36 anos, que chegou em Belém dia 14 e esteve no Rio de Janeiro e São Paulo. No total, Pará registra ainda 81 casos em análises e 32 casos descartados.
Tocantins também confirmou na quinta-feira, 19, o primeiro caso de Coronavírus e tem outros 13 suspeitos. De acordo com a Secretária de Saúde do Tocantins, a paciente é a advogada Kellen Pedreira do Vale, 42 anos, que descobriu infecção após chegar de um congresso em outro estado. Outros 06 casos foram descartados.
Roraima ainda não registrou nenhum caso de coronavírus, mas informou na última segunda-feira (16) que subiu para cinco o número de casos suspeitos do novo coronavírus no estado.
Rondônia (RO), vizinha ao Acre, registrou também o primeiro caso positivo para o novo coronavírus foi anunciado na noite de quinta-feira, 19, pela Secretaria Municipal de Saúde.
Estado de calamidade
Após a confirmação do quarto caso, o governador Gladson Cameli solicitou o reconhecimento de estado de calamidade pública, visto que as proporções de contaminação continuam avançando.
A solicitação foi enviada na última quinta-feira, 19, para Assembleia Legislativa do Acre. A votação ocorreu na sexta-feira, 20. A sessão foi fechada para o público a fim de evitar a aglomeração de pessoas.
A situação do Brasil
O número de mortes em decorrência da Covid-19 subiu de seis para doze entre quinta-feira, 19, e sexta-feria, 20, conforme atualização divulgada pelo Ministério da Saúde.
Os casos confirmados da doença saíram de 621 para 904 entre os balanços de ontem e hoje. São Paulo acumula 396 casos, seguido por Rio de Janeiro (109), Distrito Federal (87), Ceará (55), Rio Grande do Sul (37) e Minas Gerais (35).
Além desses estados, foram mapeados casos na Bahia (33), Paraná (32), Pernambuco (30), Santa Catarina (21), Goiás (15), Espírito Santo (13), Mato Grosso do Sul (nove), Acre (sete), Sergipe (seis), Alagoas (cinco), Piauí e Amazonas (três), Pará (dois) e Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Paraíba, Amapá, Tocantins, Rondônia (um). Apenas Roraima não apresenta casos confirmados.
Medidas para conter Covid-19
O Ministério da Saúde não realizou a entrevista coletiva diária que vem promovendo nas últimas duas semanas. O anúncio de medidas adotadas pelo governo foi feito em entrevista no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e de outros representantes do governo. Durante o encontro, Mandetta disse que o sistema de saúde pode entrar em colapso em abril em decorrência da pandemia do novo coronavírus.


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