ELIS CAETANO
Na última segunda-feira, 9, durante um discurso em um evento em Miami nos Estados Unidos, Bolsonaro falou a respeito da economia brasileira e a relação com o coronavírus, afirmando que ao seu entender, que a questão está sendo super dimensionada ao poder do vírus, alegando que não traz risco à economia.
Mas, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) houve baixa das projeções econômicas para este ano de 2,9% para 2,4%, defendendo ainda que é necessário a promoção de choques orçamentários capazes de enfrentar a ameaça apresentada pelo COVID-19. Na China a previsão de crescimento reduziu de 5,7% para 4,9%.
Diversos países têm adotado medidas econômicas favoráveis para uma queda não tão significativa na economia. Durante o início dessa semana houve queda em bolsas do mundo inteiro, petróleo sofreu uma das maiores quedas desde 2016, cerca de 30%. A indústria eletrônica no Brasil também tem sido afetada, 70% das empresas apresentam problemas no recebimento do material, componentes e insumos provenientes da China.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a nova pesquisa mostra a realidade das indústrias que dependem dos componentes externos, em fevereiro o número de empresas com problemas era de 52%, na segunda sondagem 57% afirmaram o impacto negativo.
Mesmo com os problemas no abastecimento, a pesquisa indicou que 48% ainda não têm previsão de paralisar as suas atividades. A China é a principal fonte de componentes do Brasil, com 42% do volume total. Chips, circuitos integrados e outras partes de peças que vão se tornar celulares. O coronavírus já atingiu cerca de 101 países, causou mais de 4 mil mortes em todo o mundo e afetou mais de 114 mil pessoas. Na China causou 3.140 mortes.


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