O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre emitiu nota de repúdio neste sábado, 29, contra as declarações do deputado estadual José Bestene (PP), que chamou jornalistas de vagabundos por noticiarem uma notificação do Tribunal de Contas (TCE) em desfavor da sua nora, Mayara Cristine Bandeira de Lima, diretora-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Acre (Ageac).
O Sinjac lembra na nota que “os jornalistas exercem sua função, que é levar informação a população, ainda que venha desagradar autoridades. O fato no qual o deputado se refere não se trata de uma narrativa inventada pelos profissionais, mas de uma apuração do maior órgão fiscalizador do Estado do Acre”.
Bestene nega a ofensa
Após a divulgação da nota pela Sinjac, Bestene publicou uma nota de esclarecimento em suas redes sociais dizendo que tem respeito e admiração aos jornalistas acreanos. “Jamais fiz comentários para denegrir ou ferir a honra de pessoas que formam uma categoria tão nobre, como os jornalistas. Falei sim, daqueles que se escondem atrás de perfis falsos nas redes sociais, para ferir a honra de pessoas e famílias”, disse.
O parlamentar ressaltou que sua família vem sendo alvo de acusações. “Fatos lamentáveis, patrocinados por pessoas que não tem compromisso com o desenvolvimento do Acre e só querem defender seus próprios interesses”, afirmou.
Ele finalizou dizendo: “não me referi aos jornalistas, categoria que respeito e admiro, mas sim a esses covardes que ficam nas redes sociais camuflados, ferindo a honra de quem quer trabalhar pelo bem do Acre”.
O TCE cobrou explicações da nora de Bestene por entender que há indícios de um suposto superfaturamento ou sobrepreço (49/2019/DEAF). A recomendação é para que Mayara suspenda a compra do item e esclareça ao TCE no prazo de cinco dias os motivos pelo preço apresentado.


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