Rio Branco
24°C
domingo, 5 de julho de 2026
20:09

O que fazer diante da chegada do coronavírus ao Brasil

A quarta-feira (26) de cinzas do Carnaval de 2020 foi marcada pela notícia do primeiro caso confirmado do novo coronavírus no Brasil (e na América Latina). A Covid-19, nome dado à nova doença respiratória causada pelo coronavírus, foi identificada em um brasileiro de 61 anos que tinha recentemente chegado da Itália.

O Ministério da Saúde confirmou um segundo caso da doença no sábado (29) – outro homem que esteve na Itália, país europeu com surto do vírus. O órgão afirma que não há evidências de contaminação dentro do Brasil.

Até sexta-feira (28), o Ministério da Saúde havia contabilizado 182 suspeitas de infecção. No dia anterior, eram 132 suspeitas sendo monitoradas. Dezesseis estados do país têm casos suspeitos: 66 estão em São Paulo, 27 no Rio Grande do Sul, 19 no Rio de Janeiro e 17 em Minas Gerais.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alterou, também na sexta-feira, a avaliação de risco para o novo coronavírus no mundo, de “alta” para “muito alta”. “O alerta é para todos os governos do planeta”, afirmou Michael J. Ryan, diretor do programa de saúde emergencial da OMS. “Acordem. Se preparem. O vírus pode estar a caminho.”

Por enquanto, a maioria dos casos aconteceu na China. Foram registrados cerca de 83 mil ocorrências de Covid-19 em todo o mundo, com 2.800 mortes. Do total de casos, apenas 4 mil foram registrados fora da China. Eles estão espalhados por 49 países, que verificaram um total de 67 mortes. Os dados são todos da OMS.

Uma empresa de biotecnologia americana, Moderna, anunciou uma vacina experimental contra o coronavírus na segunda (24). O desenvolvimento levou 42 dias, considerado um tempo recorde. Na China, a empresa Clover Biopharmaceuticals, em parceria com a britânica GlaxoSmithKline, declarou que poderá testar uma vacina em abril.

Pânico e desinformação


Desinformação, mentira e alarmismo acompanham a repercussão sobre o coronavírus no país. Fake news sobre tratamentos e casos circulam pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Desde o início de fevereiro, a OMS tem trabalhado com empresas de tecnologia para tentar conter o que começou a chamar de “infodemia”.

Uma mensagem falsa diz que um diretor do Hospital das Clínicas de São Paulo fez várias recomendações por estar “preocupado com a nova gripe”. O conteúdo falso também cita um suposto infectologista do Hospital São Domingos, que recomenda a ingestão de chá de erva-doce como forma de combater o vírus da gripe. As instituições desmentiram as informações.

Por causa do aumento de notícias falsas sobre o coronavírus, empresas como Facebook, Google e Twitter anunciaram medidas para tentar conter o conteúdo errôneo. O Facebook, por exemplo, declarou ter firmado parceria com sete organizações parceiras para verificar conteúdo sobre coronavírus. Constatada a mentira ou imprecisão, a rede social fará com que o post perca circulação.

FOTO: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL. O MINISTRO DA SAÚDE, LUIZ HENRIQUE MANDETTA, FALA À IMPRENSA SOBRE O PRIMEIRO CASO DE UM BRASILEIRO INFECTADO PELO COVID-19.


Os modos de prevenção


Os coronavírus são transmitidos pelo contato com secreções de pessoas contaminadas: gotículas de saliva, espirro, tosse, toque ou aperto de mão seguido de contato com boca, nariz e olhos.

A pessoa pode ficar alguns dias com o vírus no corpo antes de apresentar os sintomas de febre, tosse e dificuldade para respirar. Em alguns casos, pode ser infectada e nunca apresentar os sintomas.

Para reduzir os riscos de contágio e de transmissão, o Ministério da Saúde recomenda medidas simples como evitar contato próximo com os doentes, lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool gel, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca e manter os ambientes bem ventilados.

nexojornal