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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Parlamentares acreanos defendem uma intervenção federal no Acre


REPÓRTER OPINIÃO


O segundo dia de trabalho no plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e da Câmara de Rio Branco teve como tema central o aumento da violência no Estado. Em ambas as Casas, os parlamentares defenderam uma intervenção federal na Segurança Pública do Acre.


Na Aleac, o deputado Roberto Duarte (MDB) apresentou um ofício justificando a necessidade da medida. O emedebista disse que o documento será enviado ao governador Gladson Cameli (Progressista). Duarte alega que o Estado não possui efetivo policial necessário para enfrentar a criminalidade.


“O cenário de grave comprometimento da ordem pública, decorrente de crise sem precedentes, derivada não apenas das falhas acumuladas ao longo dos anos na gestão pública estadual, mas da má gestão administrativa destes setores na atualidade. O objetivo deste pedido é recuperar a capacidade operativa dos órgãos de Segurança Pública e focar na redução dos índices de criminalidade atendendo ao pedido de comerciantes, chefes de instituições religiosas, e de toda população em geral”, disse o deputado ao pedir ainda o apoio dos colegas de parlamento.


Na Câmara, o vereador Emerson Jarude (sem partido) também apresentou um ofício defendendo uma intervenção federal na Segurança Pública do Acre. “É possível sim, a Constituição Federal permite que isso aconteça. A Intervenção federal pode ser feita sim no nosso estado para conter a grave comprometimento de ordem pública. Nós não temos mais ordem pública no nosso estado”, afirmou.


Na oportunidade, o parlamentar ressaltou que cerca de 92% da população defende uma intervenção no Estado. “Recentemente fiz uma enquete em minhas redes sociais e cerca de 92% mostraram-se a favor de uma intervenção federal no Acre. O governo deveria dar mais valor a esse número expressivo”, disse ele ao pontuar ainda que “a população não aguenta mais ler notícias de roubos em casas, comércios, ruas e nos pontos de ônibus. Sem falar nos sequestros, decapitações, mortes e chacinas”.


Jarude disse ainda que a população procura as redes sociais para informar notícias de roubos e sequestros, por que não confiam mais na Segurança Pública do Estado. “A população recorre às redes sociais para informar sequestros e roubos, alguns, inclusive, recorrem as facções para que o problema seja resolvido, porque não tem mais confiança na segurança pública”, relatou.


E acrescentou: “Apesar de ser um paliativo, nesse momento crítico em que o Estado vive, se faz necessário. As facções tem mais membros do que as polícias. Qualquer ação que o estado faça para conter a criminalidade, o máximo que consegue é colocar nossos policiais em risco. Não temos a quantidade de força policial necessária para combater as facções. Não temos mais ordem pública no Estado, por isso a necessidade de uma intervenção federal”.


O documento apresentando por Jarude já conta com onze assinaturas e deverá ser encaminhado à Casa Civil na próxima semana.