O governador Gladson Cameli (Progressista) deve ser reunir na próxima quarta-feira, 5, com membros da Secretaria do Tesouro Nacional para definir a renegociação de parte da dívida do Acre. Atualmente, o Estado deve cerca de R$ 3,8 bilhões, porém, Cameli tem autorização do Tesouro apenas para renegociar até R$ 1 bilhão.
Apesar desse valor, a instituição financeira fiadora da proposta, o Banco Brasil Plural, sinalizou que comprará apenas R$ 700 milhões. O impasse está nessa diferença de R$ 300 milhões que Cameli tenta negociar diretamente com o Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Em dezembro do ano passado, ainda se cogitou a enviar um novo projeto de lei à Assembleia Legislativa com o objetivo de ampliar o valor superior a R$ 1 bi, mas até o momento essa hipótese está descartada. Existe a possibilidade de que outros bancos façam outras propostas, já que o contrato com a instituição financeira ainda não foi assinado. Caso outra instituição faça a proposta, um novo pedido será pedido será encaminhado a Aleac.
A expectativa que com a renegociação, o Estado ganhe um fôlego e uma carência para começar a pagar os títulos, chegando a uma economia mínima de recursos de até R$ 100 milhões por ano. Caso isso se concretize, o estado ganharia “gordura financeira”, diminuir o índice de gastos com pessoal da Receita Corrente Líquida que atualmente está em 53,74% e contratar professores, policiais civis e militares que aguardam serem convocados para posse.


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